FISIOLOGIA DO EXERCÍCIO II
A cafeína e o doping: a cafeína age muito rápido, pois é de rápida absorção; é um doping viável e aumenta o metabolismo das gorduras, porém apresenta uma série de desvantagens ligadas à hidratação. É diurética, aumenta a liberação de urina e inibe a aldosterona.
EPOC = Excess Post-exercise Oxygen Consumption literalmente: consumo de oxigênio em excesso após o exercício. Esse consumo excessivo é proporcional à intensidade da freqüência cardíaca e à duração do exercício. Os fatores ambientais influem sobre esse consumo de oxigênio.
Teste ergométrico:
Teste realizado em cicloergômetro
Duração do teste: 30 minutos (10 em exercício e 20 em descanso para recuperação passiva). Os 10 minutos de exercício foram divididos em 5 de aquecimento e 5 com aumentos graduais de velocidade e carga.
Freqüência de repouso do teste: 85 bpm
Freqüência máxima atingida: 173 bpm
A recuperação divide-se em pagamento rápido de O2 e pagamento lento de O2. Nos primeiros minutos a freqüência cai bem rápido porque o exercício que levou ao aumento cessou. No caso desse teste, o pagamento rápido foi até o sexto minuto da recuperação, sendo que após este minuto a freqüência praticamente se estabilizou.

A freqüência não continua caindo até os níveis de repouso por causa do pagamento de O2. A recuperação ativa é mais eficiente porque os níveis de O2 continuam sendo consumidos (a ventilação se mantém em níveis superiores ao repouso, facilitando as trocas gasosas) e, a circulação continua bem ativa, fazendo assim com que o tempo total de recuperação diminua.

Déficit de Oxigênio
É a quantidade de O2 que falta para o suprimento do metabolismo durante o período em que o organismo ajusta-se para a atividade física durante as transições.
Por que o termo Débito de Oxigênio proposto por Hill é incorreto ? Porque durante o exercício falta O2 para o organismo, deixando-o em déficit. Esse déficit é compensado após o exercício através do consumo de oxigênio em excesso após o exercício (EPOC).
Transições:
Repouso => Exercício
Mudança de intensidade do exercício (menos intenso => mais intenso)
Uma vez em déficit, o organismo busca outras fontes de O2, como aquele armazenado nos pigmentos sangüíneos e musculares (hemoglobina e mioglobina), energia das fontes energéticas imediatas (ATP, ATP-CP), metabolismo anaeróbio da glicose e do glicogênio (atividades geradoras de prótons de hidrogênio e lactato).
Os causadores do EPOC portanto são: a restauração dos estoques de O2 da hemoglobina e da mioglobina; a ressíntese de fosfato creatina muscular (via aeróbia); a remoção e oxidação do lactato; elevada temperatura corporal (a temperatura corporal elevada inibe a fome); alta quantidade de catecolaminas (com a adrenalina alta, ocorre mais quebra de glicogênio, produzindo lactato)
e a elevação da ventilação e freqüência após o exercício.
Diferenças entre treinados e destreinados
Causas do limiar de lactato:
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TEMPO |
ATIVIDADE |
CONSUMO DE O2 |
|
5 min |
Repouso |
0.3 L/min |
|
5 min |
Ciclo: 200 W / 50 rpm |
16.5 L/min |
|
30 min |
Recuperação passiva |
14.0 L/min |
Com estas variáveis é possível calcular:
Total bruto do custo de O2 = é o oxigênio consumido durante o exercício mais o oxigênio durante a recuperação => 16.5 L + 14 L = 30.5 L de O2.
Total líquido de O2 (custo por minuto durante toda a atividade) = é o oxigênio consumido durante a atividade mais o consumido durante a recuperação menos o consumo de O2 equivalente ao mesmo período em repouso => 16.5 L + 14.0 L (35 min x 0.3 L) = 30.5 10.5 L = 20 L. Esse desconto ocorre porque mesmo sem o exercício esse consumo existiria, é o consumo por minuto que ele normalmente usa para se manter vivo. Essas medidas são em litros por minuto.
Custo líquido de O2/min de exercício (durante steady-state) = total líquido de custo de oxigênio dividido pelo tempo de exercício => 20.0 L ¸ 5 min = 4 L/min. Esses 4L seriam consumidos se não houvesse déficit, seria o ideal teórico, mas não é real pois existe o déficit, que impossibilita todo esse consumo.
Absorção líquida de O2 por minuto = oxigênio consumido no exercício menos o O2 equivalente ao mesmo período em repouso 16.5 L (5 min x 0.3 L) = 16.5 L 1.5 L = 15.0 L. Nos 5 de exercício ele teoricamente teria que consumir 20 L, mas na realidade consumiu 15.0 L. Essa diferença de 5 L é o déficit, esses 5 L serão "pagos" durante o EPOC.
Absorção líquida de O2 por minuto de exercício = absorção líquida no exercício dividida por tempo de exercício = 15.0 L ¸ 5 min = 3.0 L/min.
EPOC por minuto = custo líquido de O2/min durante exercício menos a absorção de O2/min durante o exercício => 4.0 L/min 3.0 L/min = 1L/min.
EPOC total: tempo de exercício multiplicado pelo EPOC /min => 5 min x 1.0 L/min = 5 L
A recuperação passiva após o exercício intenso (acima de 10 mmol/L de lactato pode demorar até 24 horas para levar o ambiente celular de volta aos níveis de repouso. A recuperação no voleibol é instantânea porque a fonte é PCr (fosfato creatina), por isso é possível jogar intensamente vários dias seguidos, diferentemente de um esporte como o futebol, por exemplo.
Respostas cárdio-circulatórias ao exercício físico:
Divisão do coração em direito e esquerdo. As válvulas que dividem os átrios dos ventrículos são isolantes elétricos, para que o impulso elétrico não se "espalhe" pelo coração. O nódulo sino-atrial mantém o coração batendo constantemente, é o marca-passo natural (já vem de fábrica em todos os modelos). Emite sinais elétricos que contraem os átrios mandando sangue pros ventrículos. O sangue venoso chega ao coração direito. Normalmente o ventrículo esquerdo é maior e sua parede mais larga, pois tem que mandar sangue para todo corpo. O sangue chega ao coração com pressão praticamente zero devido à força da gravidade. O treino aeróbico aumenta a espessura e a capacidade do ventrículo esquerdo.
Débito sistólico ou volume sistólico = quantidade de sangue que o ventrículo esquerdo ejeta a cada sístole. O débito cardíaco é diretamente proporcional ao volume sistólico, pois sua fórmula é = DC = VS x FC (volume sistólico x freqüência cardíaca).
Com o treino o nódulo átrio-ventricular emite menos impulsos, diminuindo os batimentos por minuto. As catecolaminas estimulam o nódulo átrio-ventricular.
Não existe comunicação elétrica entre os ventrículos e os átrios, o impulso gerado nos nódulos é direcionado para cada parte específica do coração.
Sistema Cárdio-pulmonar
Ciclo cardíaco: alterações mecânicas e elétricas que ocorrem durante um batimento.
O coração mantém e regula seu próprio ritmo. Os nervos que vão ao coração ou hormônios, podem alterar a freqüência cardíaca. O miocárdio é o tecido que mais possui receptores adrenérgicos.
Regulação extrínseca da freqüência cardíaca: influências neurais com origem no centro cardiovascular (bulbo) que passam pelos sistemas simpático e parassimpático do Sistema Nervoso Autônomo.
Ocorre uma influência simpática cardioaceleradora disparada pela adrenalina e noradrenalina que acelera a despolarização do nódulo sino-atrial e aumenta a contratibilidade miocárdica.
O ácido ascórbico é um precursor da adrenalina. Como a quantidade de adrenalina circulante é ínfima, fica difícil se medir sua quantidade. Uma maneira indireta de se medir o tamanho da descarga adrenérgica é medindo o ácido ascórbico na glândula supra-renal, quanto menos ácido, mais adrenalina foi produzida.
A acetilcolina, que é o principal hormônio do sistema parassimpático, age sobre o nervo vago e diminui a descarga sinusal (nódulo sino-atrial), resultando em bradicardia.
O débito cardíaco é o indicador primário da capacidade funcional de circulação, e significa o quanto o coração consegue trabalhar em condições máximas.
Em repouso o débito do atleta é similar ao do destreinado porque as variáveis se compensam. Com o exercício sublimiar, o débito do atleta aumenta um pouco, pois o volume sistólico sobe bastante e a freqüência sobe pouco. Para o destreinado o volume sistólico sobe um pouco e a freqüência sobe bastante. Em exercício máximo, o atleta sobe o volume sistólico ao máximo e a freqüência também, o destreinado aumenta a freqüência, mas não tem como aumentar o volume sistólico. Portanto o atleta tem um débito cardíaco maior.
VO2 Máx = DC X d(A V) O2
Medindo o que entra de O2 e o que sai, mede-se a diferença artério venosa de O2.
REDISTRIBUIÇÃO DO FLUXO SANGÜÍNEO DURANTE REPOUSO E SOB DIFERENTES INTENSIDADES DE EXERCÍCIO
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Fluxo Sangüíneo (ml/min) |
||||||||
|
Repouso |
Exercício |
|||||||
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Órgãos |
Leve |
Moderado |
Máximo |
|||||
|
ml |
% |
ml |
% |
ml |
% |
ml |
% |
|
|
Cérebro |
750 |
12,93 |
750 |
4,28 |
750 |
4,28 |
750 |
3,00 |
|
Coração |
250 |
4,31 |
350 |
3,68 |
750 |
4,28 |
1.000 |
4,00 |
|
Músculo |
2.200 |
20,69 |
4.500 |
47,37 |
12.500 |
71,44 |
22.000 |
88,00 |
|
Pele |
500 |
8,62 |
1.500 |
15,80 |
1.900 |
10,86 |
600 |
2,40 |
|
Rins |
1.100 |
18,96 |
900 |
9,47 |
600 |
3,43 |
250 |
1,00 |
|
Abdômen |
1.400 |
24,14 |
1.100 |
11,58 |
600 |
3,43 |
300 |
1,20 |
|
Outros |
600 |
10,35 |
400 |
4,21 |
400 |
2,28 |
100 |
0,40 |
|
Total |
5.800 |
100,0 |
9.500 |
100,0 |
17.500 |
100,0 |
25.000 |
100,0 |
Durante o exercício não há produção de urina, o ADH (aldosterona) está alto.
Da passagem do repouso pro exercício ou mudança de intensidade, ocorre um aumento do consumo de O2. Para que esse aumento ocorra, o corpo altera algumas variáveis. Durante o exercício a saturação de O2 do sangue arterial é quase constante, a do venoso é que diminui.

Os b - bloqueadores (propanolol) inibem a ação da adrenalina no miocárdio, agindo diretamente no receptor. O coração só trabalha aerobicamente. Com os bloqueios circulatórios o coração começa a queimar glicogênio e produzir lactato ao invés de consumi-lo.
A hipertensão limítrofe de repouso é 140 x 90, acima é pressão alta e abaixo é normal.
Durante o exercício dinâmico só a sistólica deve aumentar. A vasodilatação que ocorre no exercício pode baixar a diastólica. No exercício estático (isométrico) ou com cargas elevadas ocorre bloqueio respiratório, muitas vezes involuntário (manobra de Valsalva). Durante o bloqueio ocorre a contração do diafragma, pressionando a veia cava inferior, impedindo o retorno venoso. O coração fica abastecido somente pela veia cava superior. Isso causa um aumento da pressão diastólica e futuramente uma insuficiência cardíaca.
A pressão sistólica aumenta quando o sangue é ejetado para as artérias, vai até um valor máximo. A diastólica é medida quando o sangue drena das artérias (diástole).
Se durante o teste ergométrico a sistólica não aumentar em esforço é sinal de insuficiência miocárdica do ventrículo esquerdo. A diastólica deve baixar ou ficar estável devido à vasodilatação, caso isso não aconteça teremos um quadro presente ou futuro de hipertensão.
Pressão média: determina a velocidade do sangue através do corpo e é obtida da seguinte maneira. Pressão média = pressão diastólica + 1/3 da pressão do pulso, sendo que a pressão do pulso é a diferença entre a diastólica e a sistólica.
DUPLO PRODUTO = FC X Pressão Sistólica determina o consumo máximo de O2 no miocárdio.
Durante o exercício, a pressão sistólica aumenta como resultado do aumento concomitante no débito cardíaco, ou seja, aumentos no volume de ejeção e na freqüência cardíaca.
A sistólica é mais afetada pelo exercício do que as outras (média e diastólica), devido à redução na resistência ao fluxo causada pela vasodilatação muscular periférica, facilitando a drenagem do sangue.
A resistência ao fluxo sangüíneo é causada pelo atrito entre o sangue e as paredes dos vasos, e depende da viscosidade do sangue, do comprimento e diâmetro do vaso.
Durante o exercício a resistência ao fluxo sangüíneo diminui de 4 a 5 vezes.
Exercício prático:
resultados:
repouso = bpm: 80 pressão; 120 80
pós-exercício = bpm: 148 pressão: 140 75
Em pessoas normais a pressão sistólica aumenta em resposta ao exercício e a diastólica mantém-se ou diminui devido à vasodilatação causada pela atividade.
Composição do sangue:
Plasma: 90% água / 7% proteínas / 3% outros (hormônios, nutrientes, etc)
Soro: 90% água / 3% outros
A diferença básica entre o soro e o plasma, é que no plasma existem mais proteínas. Após a coagulação, no soro restam 2% de proteínas. Após centrifugação não contém proteínas.
Efeitos de placebo e beta-bloqueadores sobre o limiar de isquemia induzida por exercício
|
Valores médios em exercício |
||||
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FC |
PA |
DP |
Carga relativa à angina |
|
|
Sem drogas |
110 |
156 92 |
17160 |
55 watts |
|
Placebo |
108 |
158 88 |
17064 |
56 watts |
|
Propanolol |
86 |
147 - 86 |
12642 |
80 watts |

Mesmo em exercício máximo, o coração sadio trabalha aerobicamente, consumindo lactato. Quando existe um quadro patológico, consome glicogênio e libera lactato, na medida enzimática, se aparecer LDHm, é sinal de mal funcionamento do miocárdio, provavelmente enfarto.
Respiração e Exercício
Ventilação pulmonar: entrada e saída de ar dos pulmões.
Ventilação/minuto (VE) = volume de ar que inspiramos (VI) ou expiramos (VE) em um minuto.
VE = VC X FR VE = ventilação / minuto (L/min)
VC = volume corrente
FR = freqüência respiratória
A ventilação em steady-state aumenta linearmente com o consumo de O2 e a produção de CO2. O que estimula o aumento da ventilação é o aumento da concentração de CO2 no sangue.
Equivalente respiratório (VE/VO2): é o quanto precisamos colocar pra dentro do pulmão para que o corpo absorva um litro de O2. O equivalente respiratório em adultos jovens sedentários a 55% do VO2 máximo é de 25:1. Quanto menor melhor, pois com uma menor ventilação se absorve uma mesma quantidade de O2. Nesse exemplo, a cada 25 litros de ar, o corpo absorve 1 litro de oxigênio.
Ventilação no exercício acima do steady-state:
Limiar Ventilatório X OBLA
OBLA: Onset of blood lactate accumulation - início do acúmulo de lactato no sangue. O OBLA não expressa o Limiar anaeróbico, mas sim o início do acúmulo do lactato acima dos níveis de repouso.

O limiar anaeróbico é por volta de 4 mmol/L e o limiar anaeróbico ventilatório produzido pelo OBLA fica abaixo deste valor.
Pode-se determinar o limiar anaeróbico ventilatório através da concentração de CO2 no sangue, quando essa concentração sobe de maneira absurda, este é o ponto do limiar
Adaptações na respiração com o treino: o treino não modifica os volumes pulmonares. A ventilação não é limitante na potência aeróbica em pessoas sadias, o fator limitante é a absorção de oxigênio pelo organismo.
Com o treino, o equivalente respiratório (VE/VO2) no exercício submáximo é alterado, e o custo da respiração é menor, pois a musculatura envolvida na ventilação fica mais eficiente e mais econômica.
Regulação da temperatura
O sistema termorregulador mantém a temperatura corporal interna relativamente constante, tanto em repouso quanto em exercício.
Quando "queimamos" um substrato energético, aproximadamente 70 80% da energia é perdida em forma de calor.
O sistema termorregulador tenta manter a temperatura em 37 0C, que é a temperatura de referência.
Componentes básicos da termorregulação:
O calor corporal pode ser eliminado ou absorvido por:
Sintomas da exaustão provocadas pelo calor:
Equilíbrio Ácido Básico em exercício
O ácido lático é quebrado em lactato e H+ . O H+ é tamponado e transformado em H2O e CO2 , que é eliminado pela respiração para o ambiente. Tudo isso na tentativa de manter o ambiente interno neutro.
Se o quoeficiente respiratório for menor que 1, é sinal que o CO2 está sendo produzido basicamente por vias aeróbias. O quoeficiente é igual ao volume de CO2 dividido pelo volume de O2.
Ácido = composto químico que em solução fornece íons de hidrogênio H+.
Base = composto que fornece íons hidroxila OH+ ou recebe prótons de hidrogênio.
pH = número de íons H+ presentes.
Durante trabalho intermitente, o pH muscular pode chegar a 7, que é considerado baixo, pois em repouso o pH é de 7,4. Abaixo de 7,4, é acidose e acima é alcalose.
Em atividade, as grandes mudanças no equilíbrio ácido base ocorrem devido à produção de ácido lático. Esse equilíbrio é mantido através dos tampões químicos e fisiológicos.
Tampões Químicos: amortecem ou reduzem o efeito causado quando adicionamos um ácido ou uma base aos fluidos corporais.
HCl + NaHCO3 à NaCl + H2CO3
Um ácido reage com uma base, formando um sal mais forte e um ácido mais fraco. A Anidrase Carbônica é que faz a quebra do ácido fraco. No exemplo, H2CO3 em H2O e CO2.
Os sistemas de tampão químico são: bicarbonato, fosfato (ATP e PCr) e protéico (hemoglobina) .
Bicarbonato: bicarbonato de sódio e ácido carbônico. Ação sobre os prótons do ácido lático (H+). Acido lático + NaHCO3 à NaLac + H2CO3. A reserva de bicarbonato do organismo chama-se reserva alcalina,
Fosfato: ácido fosfórico, fosfato de sódio e fosfato de creatina, que agem semelhantemente ao bicarbonato. Esse sistema é muito ativo nos túbulos renais e nos líquidos intracelulares.
Protéico: apesar do ácido carbônico ser um ácido fraco, o H+ liberado deve ser tamponado no sangue venoso e o aceptor de [H+]. O mais importante para essa função é a hemoglobina.
Esses tampões químicos são a primeira linha de defesa capaz de manter um valor constante no meio interno durante o exercício.
O fosfato de creatina e a hemoglobina tiram o H+ de circulação, deixando-o eletricamente neutro, não alterando o pH. Só o bicarbonato realmente faz baixar o pH, o fosfato de creatina e a hemoglobina só inativam o próton H+.
Tampões fisiológicos: Ventilatório e renal
O ventilatório ajuda a regular o equilíbrio através da quantidade de CO2 retido ou liberado. O aumento da concentração de H+ estimula o sistema respiratório, aumentando a ventilação, removendo assim o CO2. A hiperventilação não é estimulada pela falta de O2, mas sim pelo excesso de CO2. Se a pessoa hiperventilar em repouso, duplicando a ventilação, o sangue fica mais alcalino, indo aproximadamente de 7.40 para 7.63
No rim, os tampões químicos anulam os efeitos dos ácidos em excesso apenas temporariamente, portanto a excreção de H+ pelos rins é importante para manter a reserva alcalina corporal. São necessárias de 10 20 horas para que os rins respondam efetivamente na regulagem da concentração de HCO3 .
Os tampões ventilatório e renal só fazem tamponamento após uma mudança no pH. O ventilatório altera o pH pra cima ou pra baixo, o renal só age quando está baixo. Em repouso o principal tamponador é o renal.