Há muitos anos o Banco do Brasil tinha de optar por quem entendesse de lavoura, pastagens e gado para fiscalizar ou vistoriar as fazendas cujos proprietários se utilizassem de recursos financiados, pouco importando a qualidade do vernáculo. Vejamos alguns trechos autênticos de relatórios enviados ao banco. A grafia foi respeitada.

O imóvel está uma boneca. Exemplos como estes devem serem imitado.

Cliente aguarda a capilaridade pluviométrica da zona para efetuar o mister.

Fui atendido na fazenda pela mulher do mutuário. Segundo soube ninguem quer comprá-la e sim explorá-la.

Sugiro ao banco sequestrar os animais financiados (mas como sequestrar animais já mortos?)

O cavalo estava ajudando nos serviços da fazenda. Ele liquidou o financiamento com a mandioca particular que está sendo carregada para a casa de farinha do vizinho.

Se não fosse o sol, tudo indicava que a chuva aumentasse a safra.

Levou vários tiros na trazeira dados por um tal de Bamba que perfazeu um total de dois buracos, indo para o ospital.

A euforbiacea foi substituida pela musacea sem o consentimento da carteira precisando de começar tudo de novo e orientar o serviço.

Botei os dois para dizer a verdade e vi que tudo não se passava de uma tragédia, aliás comédia.

A mulher dele está botanddo banca na Feira dos Cem. O dinheiro mal dá pra comprar pessoais.

O trator está todo sujo e quebrado valendo Cr$ 10.000.00. Se fizer um conserto em firma especializada e dando oleo nele pode valer uns Cr$ 5.000.00.

Parece que o tempo castigou o feijão. O sol acabou com a farinha e a chuva com o feijão.

O mutuário foi para São Paulo para melhorar de vida. Quando voltar vai liquidar o Banco.

As garantias permanecem em perfeito estado de abandono e conservação. Mutuário mantem vida privada na fazenda.

Trajeto feito a pé, porque não havia animal por perto. Despesa gratis.

Está vendendo em barraca emprestada de dia e de noite fazendo coisa boba.

A máquina elétrica financiada é toda manual e velha.

Financiado executou o trabalho braçalmente e animalmente.

O gado está gordo e forte mas não é o financiado e sim emprestado para fins de vistoria que abri o bico.

Quem vê cara não vê coração. Mutuário muito forte sofrendo dores no pulmão. Vai a uma clínica especializada no mister.

Não a bem que sempre dure nem mau que nunca se acabe: ele vai terminar sendo executado pelo Banco.

O Gerente da Agencia devia ir vê lá a pouca vergonha do café estocado no inverno e ter que suspender o cliente.

A vaca comeu salitre do chile (no rancho) pensando que era SAL e morreu.

O trator está mal administrado. Qualquer pé de macaco monta e mete o pau.

...... era um buraco tão grande que parecia obra do governo federal.

Visitamos um açude nos fundos da fazenda e depois de longos e demorados estudos constatamos que o mesmo estava vazio.

Os anexos seguem em separado.

A lavoura nada produziu. Mutuário fugiu montado na garantia subsidiária.

Era uma ribanceira tão ribanceada que se estivesse chovendo e eu andasse a cavalo e o cavalo escorregasse, adeus fiscal.

Chegando na fazenda do seu Pedro Jacaré e não encontrando o réptil.....

O sol castigou o mandiocal. Se não fosse esse gigante astro as safras seriam de acordo com as chuvas que não vieram.

Mutuário vem tratando todo o gado como porco. Não lhe passa germicida sequer e come tudo no chiqueiro de bodes emprestado.

Mutuário triste e solitário pelo abandono da mulher não pode produzir.