IGREJA ONLINE
  Home
  Onde Estamos
  Nossa Programação
  Em que Cremos
  Nosso Pastor
  Boletim Dominical
  Fale Conosco
  Pedido de Oração
ENTRETENIMENTO
  Artigos e Estudos
  Downloads
  Galeria de Fotos
  Links Relacionados
A primeira grande promessa (Gn 3.15)
Tom Carter

Richard Sibbes disse: “A promessa de Cristo é a primeira grande promessa, [...] de que ele se tornaria homem”.1 Ele se referia, obviamente, às palavras de Gênesis 3.15:
Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça, e você lhe ferirá o calcanhar.
Estas palavras foram dirigidas pelo Senhor a Satanás depois de ter tentado Eva e ter incitado o casal à desobediência; elas foram pronunciadas na presença de Adão e Eva, principalmente para o benefício deles.

A necessidade da promessa
O resultado principal da desobediência de Adão foi sua alienação de Deus. Antes de pecar, Adão e Eva conheciam a Deus intimamente, mas o pecado mudou tudo isso. Nenhum aspecto de Adão e Eva deixou de ser afetado pelo pecado. A mente deles, que compreendia a verdade de Deus no início, foi obscurecida. Seu coração, que antes amava e aceitava a Deus, degenerou-se. A vontade deles, que outrora escolhera servir a Deus, agora estava insensibilizada.
Não nos esqueçamos que o pecado nos afeta da mesma maneira que Adão e Eva. Sim, a Bíblia relata que Adão não era apenas um homem comum que agia por conta própria; ele era, na verdade, o representante de toda a raça humana. O que ele fez teve conseqüências para todos nós. Quando ele desobedeceu à lei de Deus, todos nós desobedecemos. Seu ato foi nosso ato. Portanto, todos nós chegamos a este mundo com uma natureza pecaminosa. Mentes obscuras, afeições degeneradas, vontades insensíveis — esse é o legado de nosso pai.

A promessa feita
Seria perfeitamente justo da parte de Deus se ele lavasse as mãos em relação às criaturas caídas. Depois que Adão e Eva pecaram, Deus poderia ter se afastado deles e ninguém poderia ter levantado um dedo sequer em acusação contra ele. Mas, por meio da graça que deixa a mente perplexa, Deus rejeitou a idéia de se afastar deles. Foi ao jardim do Éden onde Adão e Eva estavam escondidos, procurou-os e revelou-lhes o plano para salvá-los da morte espiritual e da alienação e restaurá-los à comunhão com ele.
Esse plano girava em torno de uma pessoa. Em suas palavras a Satanás, Deus se referiu à “sua descendência” (no hebraico: “sua semente”), isto é, a semente da mulher. Em outras palavras, Deus estava prometendo enviar um homem. Estava essencialmente dizendo a Satanás: “Você trouxe o pecado à raça humana por meio de um homem, e eu providenciarei uma maneira de os pecadores serem perdoados dos pecados por meio de um homem”.
Essa referência à “semente da mulher” deixa claro que o homem que Deus estava prometendo enviar, não seria um homem comum. Nas Escrituras a descendência sempre se baseia na linhagem masculina, mas o homem que Deus enviaria para prover redenção para os pecadores, surgiria de uma mãe humana, não de um pai humano. Quem Deus enviaria para cumprir essa obra maravilhosa? Seu próprio Filho, o Senhor Jesus Cristo, que nasceria de uma jovem chamada Maria.
Além disso, Deus prometeu que haveria hostilidade contínua entre Satanás e todos os que lhe pertencem, e a “semente da mulher”. O ódio de Satanás por Cristo culminaria em Satanás ferir o calcanhar de Cristo. Mas ao ferir o calcanhar de Cristo, a própria cabeça de Satanás foi esmagada.
Na verdade estamos apresentando um belo quadro da cruz de Cristo. Parecia que Satanás tinha obtido uma grande vitória. Ele havia reunido todas as suas forças e obteve sucesso em convencer homens perversos a crucificar Jesus na cruz. Entretanto, o que parecia ser uma vitória poderosa para Satanás, acabou, na realidade, sendo a causa da sua ruína A morte de Cristo na cruz, na verdade, comprou a salvação das pessoas que Deus havia prometido ao Filho e foi o golpe mortal no reino de Satanás. John Stallings captou a essência dessa realidade nessas linhas memoráveis:
"Veja meu Jesus na cruz, as pessoas chorando.
Vendo-o como homem seria uma tragédia.
Mas o que o mundo não podia ver
Quando o pregaram naquele madeiro,
É que esse ato quebraria as correntes
da escravidão do pecado."

A promessa prefigurada
Além de anunciar essa promessa na presença de Adão e Eva, Deus lhes mostrou o quadro da redenção que o Filho proveria. Ele fez isso ao matando animais e confeccionando roupas de pele para cobrir Adão e Eva (Gn 3.21)
Depois do pecado, Adão e Eva juntaram folhas de figueira para cobrir-se, mas, ao matar animais e confeccionar roupas, Deus rejeitou a tentativa deles de cobrir-se. Em resumo, Deus estava dizendo várias coisas a eles:
1. Para estar diante da minha santa presença vocês precisam estar vestidos.
2. Não existe nada que vocês possam fazer para vestir-se de maneira aceitável.
3. Eu mesmo vou providenciar o que é necessário para vocês estarem na minha presença.
4. O que estou provendo para vesti-los e torná-los aceitáveis diante de mim deve envolver o derramamento de sangue.

Por que o derramar de sangue foi necessário? Deus tinha dito que o salário do pecado é a morte. Adão e Eva tinham pecado, portanto o salário deveria ser pago. Ou eles mesmos teriam de pagá-lo ou outra pessoa teria de pagar em lugar deles. Ao matar os animais no jardim, Deus instituiu o princípio da substituição e retratou a natureza essencial do que Cristo faria para proporcionar a redenção. Os animais não haviam pecado, mas morreram para que Adão e Eva pudessem ser cobertos. O Senhor Jesus Cristo também jamais pecara, mas ao morrer em lugar dos pecadores, proveu proteção para os pecadores.

A promessa consolidada
Do momento em que Deus matou aqueles animais, o princípio da substituição tornou-se o tema central do Antigo Testamento. Os que esperavam com fé pelo substituto vindouro, Jesus Cristo, tinham os pecados perdoados e eram cobertos com o manto de justiça.
A substituição foi o ponto central da história de Caim e Abel. Abel creu na Palavra de Deus, a palavra que tinha sido primeiro passada a seus pais e a ele por meio dos pais. Abel chegou a Deus com base no derramamento de sangue de um substituto inocente. Caim, por outro lado, recusou-se a se aproximar de Deus do modo divino. Abel foi aceito e Caim rejeitado.
O conceito de substituição foi consolidado e confirmado por Deus na vida de Abraão. Abraão recebeu a ordem de sacrificar seu filho Isaque, mas Deus interveio e proveu um substituto para Isaque.
Deus também consolidou o ensino da substituição para toda a nação de Israel quando libertou o povo da escravidão no Egito. Cada israelita deveria sacrificar um cordeiro e passar o sangue na viga superior e nas laterais da sua porta. Quando o anjo do juízo do Senhor passou pela terra do Egito, quem estava nas casas marcadas com o sangue do cordeiro substitutivo foi salvo da morte.
Quando a nação de Israel estava a salvo fora do Egito, Deus fez do sacrifício de animais inocentes o componente principal da adoração. Por quê? Ao sacrificar os animais, as pessoas olhavam para o futuro, pela fé, para a vinda do substituto perfeito, que finalmente completaria a expiação pelo pecado.
Nós também encontramos esse tema da substituição na pregação dos profetas. Isaías, por exemplo, declarou que o Messias vindouro “como um cordeiro foi levado ao matadouro”, e que por meio do ato de substituição “justificará a muitos” (Is 53.7,11).
A idéia de perdão dos pecados por meio da morte de um substituto inocente permeia toda a antiga aliança. É o grande tema unificador do Antigo Testamento.

A promessa cumprida
Finalmente, tudo culminou na vinda de Cristo. Paulo a descreve em Gálatas 4.4: “Mas, quando chegou a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher...”
Os animais do Antigo Testamento na verdade não podiam prover a expiação para o pecado. Serviam apenas como símbolo para representar a expiação. Como foi possível que Jesus fizesse o que esses sacrifícios de animais apenas vagamente podiam retratar? A resposta é que Jesus era homem e podia, portanto, representar os homens. Mas ele era mais que um homem. Ele era Deus em corpo humano. Por ser Deus, ele podia representar mais que um homem. Além disso, era sem pecado. Como não tinha pecados próprios para pagar, ele podia pagar os pecados dos outros.
Foi o que ele fez, cumprindo a promessa de Deus, na cruz do Calvário. Com a vinda de Jesus “a grande promessa” foi cumprida. A questão não é se Deus manteve sua promessa ao enviar o Salvador para os pecadores. Isso ele fez! O Senhor Jesus Cristo é o cumprimento dessa promessa. A grande questão é se nós recebemos o Cristo provido por Deus como o único sacrifício suficiente para os pecadores.

Tom Carter é pastor titular da Primeira igreja Batista de Dinuba, Califórnia, EUA - Extraído do livro "13 Perguntas cruciais que Jesus quer fazer a você (Ed. Vida)

 

Igreja Batista de Rio Grande RS - www.ibriogrande.net - e-mail: contato@ibriogrande.net - Fone: (53) 32329038