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Retrocesso gay
Elben M. Lenz César
A pouco tempo atrás, os principais jornais americanos
surpreenderam o país com a notícia de que homens e mulheres
podem mudar a sua orientação sexual de homo para hetero. A
surpresa maior deve-se ao fato de que o autor da pesquisa é o
Dr. Robert Spitzer, chefe de investigação biomédica e professor
de psiquiatria da Universidade de Colúmbia, em Nova York. No
início da década de 70, ele foi responsável pela exclusão da
homossexualidade da lista oficial de desordens mentais do manual
da Associação Psiquiátrica Americana.
Depois de entrevistar 134 homens e 53 mulheres que
haviam se submetido à terapia reparadora, Spitzer verificou que
66% dos homens e 44% das mulheres mudaram sua orientação de homo
para heterossexuais. O pesquisador, que se diz ateu, foi
obrigado a confessar: “Como a maioria dos pesquisadores, pensei
que ninguém poderia mudar sua orientação sexual. Agora já penso
que isso é falso. Algumas pessoas podem e de fato mudam.”
A mudança tem sido resultado da combinação da terapia
com a oração. Para que ela ocorra, é necessário que os
homossexuais estejam altamente motivados.
Para o público cristão, o estudo do Dr. Robert Spitzer
não traz novidade: na corrompida cidade de Corinto, na Grécia,
havia cristãos que haviam sido efeminados (homossexuais
passivos) e sodomitas (homossexuais ativos), já na metade do
primeiro século (1 Co 6.9-11). Já publicamos testemunhos de
muitos ex-homossexuais, como os de Jeff Painter, Simon Dijkstra,
Carlos Henrique Bertilac da Silva, Mike Hawkins e Paulo Roberto
Parreira Figueira.
Duas outras correções são necessárias. Os ativistas
gays dizem que 10% da população pertence ao grupo do terceiro
sexo. Na verdade, a porcentagem é muito menor: a
homossexualidade é uma característica de apenas 4% dos homens e
2% das mulheres, de acordo com a pesquisa coordenada pela
psiquiatra Carmita Abdo, do Projeto Sexualidade, do Hospital das
Clínicas de São Paulo. A segunda correção diz respeito ao
assassinato de 256 homossexuais brasileiros nos últimos dois
anos, segundo o levantamento realizado pelo Grupo Gay da Bahia.
Na verdade, porém, o número de mortos por intolerância ou ódio
dos agressores contra gays é 58, como mostra a revista Veja de 9
de maio de 2001, depois de acurada investigação das mesmas
fontes usadas pelos baianos.
Em 1994, um grupo de homossexuais tentava descobrir um
símbolo para o movimento gay, quando, de repente, a publicitária
lésbica Camila Rabelo, que hoje vive em São Francisco, nos EUA,
escreveu as iniciais GLS (gays, lésbicas e simpatizantes). Foi
aí que nasceu a marca que abriga, ao mesmo tempo, os
homossexuais assumidos (gays e lésbicas), os homossexuais não
assumidos e os heterossexuais que admiram o estilo de vida gay.
A rigor, os cristãos não podem ser nem gays nem
lésbicas nem simpatizantes. E muito menos homófobos, como os
nazistas, que prenderam 100 mil homossexuais entre 1933 e 1945,
e mataram a metade deles em câmaras de gás. Se não há lugar para
nós na sigla GLS, nada impede que sejamos amigos deles e os
tratemos com respeito e com amor — aquele amor que se preocupa
também com a salvação da alma. Jesus não era glutão nem bebedor
de vinho, mas era “amigo de publicanos e pecadores” (Mt 11.19).
Extraído da Revista Ultimato
www.ultimato.com.br
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