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As coisas que a TV não pode fazer por
seus filhos
John M. Drescher
Não muito tempo atrás, três de nossos netos ficaram conosco até
tarde da noite.
Nós gostamos de fazer isto de vez em quando para nos ajudar a
gastar mais tempo de qualidade com cada um deles. No dia
seguinte, eu senti urgência em fazer um trabalho. Meu primeiro
instinto foi colocar uma fita no vídeo e colocar meus netos na
frente da TV.
Você conhece o sentimento, não? Quantas vezes nesta semana você
tem olhado para a TV como se ela fosse uma babá eletrônica?
Quantas vezes você tem respirado com alívio quando as crianças
querem ver a TV e assim, dando a você algum tempo de descanso?
Onde está o limite entre o suficiente e o muito? Eu não posso
responder esta questão pra você. Você tem que julgar por você
mesmo e pela sua família. Mas ambos sabemos que há perigo
suficiente onde a TV se torna um pai adotivo.
Considere algumas estatísticas:
- Mais casas na América (98%) têm mais TV do que banheiros
dentro de casa.
- A típica classe média americana tem no mínimo 3 TVs e gasta
230 horas cada ano vendo TV.
- Comparando com 2000 horas gastas cada ano provendo o sustento
(40 horas por semana X 50 semanas).
- A média de crianças americanas que vêem TV é de 6 horas por
dia. O mesmo tempo que gastam na escola.
- Quando a criança entra no jardim de infância, ela já viu em
média, 8000 horas de TV.
Para por isto grosseiramente, o tempo gasto com a TV pelas
crianças é maior do que o tempo gasto pelo adulto no trabalho e
as horas que as crianças passam na escola. Compare isto com o
tempo que nós gastamos com atividades cristãs, culto familiares
ou estudo pessoal da bíblia, e nós facilmente nos envergonhamos.
Quem entre nós gasta mais do que 4 ou 5 horas semanalmente em
tudo isto, a não ser que estejamos totalmente envolvidos na obra
de Deus?
Vários anos atrás, uma pesquisa importante foi conduzida entre
evangélicos e fundamentalistas para determinar hábitos de
assistir TV. O resultado da pesquisa foi que a população de
evangélicos e fundamentalistas tinha os mesmos hábitos de TV que
a grande sociedade. Se mamãe e papai são como os demais em seus
hábitos com a TV, por que eles devem se queixar, se seus filhos
são como os demais em seus hábitos com a TV? Com nossos filhos,
nosso exemplo sempre falará acima dos nossos "sermões".
Então, por que eu devo me importar se meus filhos vêem TV da
mesma maneira que seus amigos da escola fazem?
Primeiro, considere aquelas 2000 horas que seu filho "investe"
cada ano na telinha. Este é o melhor uso de 2000 horas? Se seus
filhos gastam aquelas muitas horas com a telinha, qual o tempo
que sobra para:
- Conversa em família
- Cultos familiares
- Boa leitura
- Tempo de lazer
- Desenvolvimento criativo através de boas atividades
- Tempo tranqüilo, tempo para crescer sem as atrações e brilhos
deste mundo.
Segundo, você está certo de que você sabe o que seu filho está
vendo?
Enquanto a telinha está "tomando conta", está também
doutrinando, instruindo. Está ensinando seu filho algum valor
severamente distorcido. Quase tudo que você crê como cristão é,
nesta hora, ridicularizado e falsificado ou feito para ser visto
sem importância na TV. Ocasionalmente nós vemos saudáveis
valores imergirem, mas isto tem se tornado mais exceção que
regra. Nós crescemos acostumados a distorcer idéias que estão
realmente erradas acima de tudo.
Terceiro, muitas vezes você transfere seu dever paternal para um
alto grupo de estranhos e você pode esperá-los fazer da maneira
deles. Eu, realmente, não quero um produtor, que está faminto
por audiência, criando meus filhos ou netos.
Quarto, você realmente gostaria que seus filhos crescessem num
padrão de vida, descrito ou retratado num telinha?
Você realmente gostaria de ver seus filhos envolvidos
diariamente numa vida sangrenta; violência, sexo, linguagem
grosseira, imagens familiares distorcidas, valores vãos e
pensamentos anti-cristãos?
Você e eu não pensaríamos em expor nossos filhos a todas estas
coisas na vida real. Mas nós, descuidadosamente envolvemos
nossos filhos numa projeção destas coisas dentro de um impacto
maior que a vida.
Quinto, compare o comportamento na TV com o andar que você
deseja na sua vida familiar. Parafraseando uma pequena canção:
"Como você os mantém na fazenda, depois que eles tenham visto
TV?" E sobre nossas urgentes necessidades, como crianças e
adultos, por tempo tranqüilo, tempo para refletir ou meditar
sobre Deus, tempo para cheirar as flores, para ser criativo,
tempo encontrar Deus?
Nossos filhos não podem fazer nada dessas coisas enquanto o
telinha está destruindo neles o que foi construído, nem você
pode.
Sexto, você está satisfeito com o típico personagem da TV, como
modelo para seus filhos? O que será, se seu filho se tornar esse
tipo de pessoa? Você ficará satisfeito, ou você tem um alvo
diferente para seu filho?
É fácil pensar que a TV tem tanta atração e brilho, que nós pais
nunca podemos competir com ela: Nossas crianças estão viciadas,
então nós também devemos desistir. Isto é um mito; Isto
simplesmente não é verdade! Seus filhos estão famintos por você
como uma pessoa. A TV não pode mesmo, começar competir com você,
se você está desejoso e pronto para se envolver pessoalmente com
eles e conversar com eles.
- A TV não pode falar o nome de seus filhos (ou o seu), a não
ser genericamente por acidente.
- A TV não tem, absolutamente, interesse pessoal em seu filho e
nem mesmo sabe que ele existe. Seu filho é impessoal, é uma mera
estatística, ele é apenas mais um na audiência total.
- A TV está totalmente desinteressada em quem é seu filho; o que
ele pensa, como ele age, o que ele aprendeu na escola hoje, se
ele ama a Deus ou o odeia, se ele ama a você ou o odeia. Nada
mais que uma estatística de marketing.
- A TV não tem qualquer conceito para seu filho. Mas você,
querido pai, tem a oportunidade; não, o privilégio de sussurrar
o nome de seu filho para ele centenas de vezes cada dia. E com
isto você pode transmitir vibrações que a TV não pode enviar;
conceitos pessoais e interesses que seu filho está confiante
para assimilar.
- A TV não pode aninhar seu filho no colo e ler um livro para
ele.
- A TV não tem colo, como minha mãe e meu pai tinham, como minha
esposa e eu temos, como você tem e qualquer que abrace seu
filho.
- A TV não está interessada em contato de carne e sangue, em
tocar; no calor pessoal. Não tem calor de respiração nem som do
coração da mãe batendo; nem o piscar dos olhos, olhando dentro
da face dele, nem doce sorriso dirigido àquele único, sentado em
meu colo, nem comunicação pessoal um a um.
- O que a TV disse a seu filho esta manhã, não foi realmente
dito para seu filho. Isto foi dirigido para uma imagem de
marketing lá fora. Seu filho foi incluído somente como uma
estatística, não como uma pessoa com necessidades pessoais. O
que você disse para seu filho esta semana, veio de um coração de
amor e cuidado, um desejo para aquele sucesso individual, um
vivo desejo que aquela pessoa venha a conhecer a Deus.
- A TV nunca substituirá o ouvir um bom livro enquanto senta no
colo dos pais, a não ser que nós pais, abdiquemos de nossos
reais direitos e privilégios e os deixemos para estranhos com
objetivo radicalmente diferente do nosso.
- A TV nunca abraça sua criança quando ela fere seu dedo ou seu
amigo faz piada dela. Neste momento de ferida e necessidade
pessoal, sua criança nunca pode correr repentinamente, lançar-se
para dentro do quarto, se voltar para a TV e ter o consolo que
precisa. Isto não está lá! Mas você está lá! É o seu caloroso
abraço que conta numa hora como aquela. Todas as produções 5
estrelas de Nova Iorque são indignas, não valem nada num momento
como este. Mas um simples e amoroso abraço de mamãe ou papai é
tudo. Lembre-se do poder que você possui num abraço. Todos os
eletrônicos no mundo nunca podem competir com um abraço amoroso
dos pais. Um carinhoso abraço para uma pequena pessoa ferida.
Nós adultos precisamos disto também. Nós, alegremente,
negociaríamos vastos recursos para um genuíno abraço de uma
pessoa cuidadosa quando a vida golpeia o admirador.
- A TV nunca dará um abraço porque ela não tem coração para se
importar por sua criança ferida. Atualmente a telinha não tem
cérebro para reconhecer as feridas de seu filho e certamente não
tem braços para abraçá-lo.
- A TV nunca ouve seu filho. Entre os muitos presentes que uma
criança quer de seus pais é que sejam ouvintes atenciosos. Mas a
TV não tem ouvido. Ela não pode nem ouvirá quando ela correr
porta a dentro excitada sobre uma pequena participação numa
apresentação da escola. Ela não pode nem ouvirá quando ela quer
contar a você sobre um novo amigo na escola, ou que entrou num
time de crianças.
- A TV ignorará sua criança quando ela quiser fazer uma simples
pergunta: "Você ainda me ama?"
- A TV me faz lembrar de um esgoto que vi após uma tempestade.
De algum lugar o cano é cheio e mantêm seguindo o curso, a
correnteza fluindo, se gostamos ou não. Você nunca pode enviar
nada de volta através do cano. Todo ele é um único caminho.
- A TV cospe as palavras e imagens, e se você está lá, você se
assusta. Mas tente fazer uma simples pergunta. Tente contar à TV
o que está em seu coração. Ela não tem ouvidos para ouvir, nem
coração para se importar se poderia ouvir. Você é ninguém e seu
filho é ninguém. É só outro ouvido em que a TV pode descarregar
num rio de corrente única. Mas você tem um maravilhoso
privilégio: Ver seu filho surgir através da porta com excitantes
notícias. Você pode ouvir! Neste momento você é mais importante
para seu filho do que todas as TVs do mundo; se você
verdadeiramente ouve. Mais que todas as coisas neste momento,
seu filho quer um ouvido atento, uma direta conexão para um
atencioso coração.
- A TV nunca pode substituir um pai ouvinte. Ela nunca fará isto
a não ser que você abandone o seu dever de ser um pai ouvinte!
Então, para onde mais seu filho pode se voltar, senão para a
antipática caixa com industriosa enxurrada de desprezíveis
palavras? E se nós pais não ouvirmos, como podemos convencer
nossos filhos que Deus ouve?
- A TV nunca pode colocar seu filho na cama à noite e orar com
ele. Nunca! Mas você pode! Você tem a única, em um milhão de
oportunidades, para fazer um simples ato de amor que todos os
produtores de TV no mundo não podem enviar através dessas
pequenas caixas.
- A TV não pode falar com seu filho sobre as coisas boas e as
não tão boas que aconteceram para ele hoje. Ela não porá uma mão
macia na sua testa e perguntará como ele se sente. Ela não lhe
porá um termômetro e não pegará um pouco de água para ele.
- A TV não pegará a mão de seu filho gentilmente e dirá: "Eu amo
você".
- A TV nunca dará um beijo de boa noite a seu filho. Caso você
não saiba, você é a estrela do show.
- A TV nunca pode competir com o que você tem para oferecer a
seu filho. Você terá mais brilho do que a TV aos olhos de seu
filho, a não ser que você transfira a sua responsabilidade
paternal para a telinha.
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