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Adoração: fomos criados para agradar a Deus
Rick Warren

     Fomos planejados para agradar a de Deus. No momento em que você nasceu, Deus estava lá, como testemunha invisível, alegre com seu nascimento. Ele o queria vivo, e sua chegada proporcionou-lhe grande contentamento. Deus não precisava criar você, mas ele escolheu criá-lo para seu próprio prazer. Você existe para o benefício, a glória, o propósito e o deleite de Deus.
     O propósito primeiro de sua vida é trazer alegria para Deus, você deve viver para agradá-lo. Quando entender totalmente essa verdade, nunca mais enfrentará o problema de sentir-se insignificante. Isso prova seu valor. Se você é tão importante para Deus, e Ele o considera valioso o suficiente para mantê-lo junto a si por toda eternidade, que reconhecimento maior você poderia ter? A Bíblia afirma: "Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade" (Ef 1.5).
     Esquecemos, com freqüência, que Deus também tem emoções. Ele sente muito profundamente as coisas. A Bíblia relata-nos que Deus fica triste, preocupado e com raiva e sente compaixão, pena, mágoa e solidariedade, bem como alegria, contentamento e satisfação. Deus ama, deleita-se, alegra-se, regozija-se, desfruta e, até mesmo, ri!
     Adoração é agradar a Deus. A Bíblia afirma: "O Senhor se agrada dos que o temem, dos que colocam sua esperança no seu amor leal" (Sl 147.11). Tudo que você faz e que agrada a Deus é um ato de adoração. A adoração é como um diamante, multifacetada. Os antropologistas observaram que a adoração é um impulso universal, fortemente entrelaçado, por Deus, nas fibras de nosso ser — uma necessidade inerente de união com Deus.
     A adoração é tão natural quanto o alimentar-se ou o respirar. Se fracassarmos na adoração a Deus, encontraremos sempre um substituto, mesmo que ele acabe por ser nós mesmos. A razão por que Deus nos criou com esse desejo é por que Ele quer ser adorado! Jesus disse que o Pai procura adoradores (Jo 4.23).
     Essa semana, em todos os Estados Unidos, muitas igrejas voltarão sua atenção para o verdadeiro significado da adoração. Dependendo da experiência de sua igreja, é provável que você precise aumentar sua compreensão sobre "adoração". Talvez você lhe venha à mente os cultos das igrejas com canções, orações e sermão. Ou quem sabe você considere as cerimônias, velas e ceia. A adoração pode incluir esses elementos, mas ela é muito mais que essas expressões. A adoração é um estilo de vida!
     Adoração é mais que música. Adoração, para muitas pessoas, é apenas um sinônimo de música. Elas fazem comentários como este: "Em nossa igreja, primeiro temos a adoração, depois o ensino". Esse é um grande equívoco. Toda parte do culto é um ato de adoração: a oração, a leitura das Escrituras, os hinos e corinhos, a confissão, o silêncio, a quietude, além do sermão, das anotações, das ofertas, do batismo, da ceia, dos compromissos por meio da assinatura de um cartão e, até mesmo, dos cumprimentos aos outros adoradores.
     Na verdade, a adoração precede a música. Adão adorou no jardim do Éden, mas a existência de música não é mencionada até Gênesis 4.21, com o nascimento de Jubal. Se a adoração se referisse apenas à música, então todos que não são musicais não poderiam adorar. A adoração é muito mais que música.
     Ainda pior, utiliza-se habitualmente o termo "adoração" equivocadamente para se referir a um estilo específico de música: "Primeiro, cantamos um hino, depois um louvor e a seguir a música de adoração". Ou: "Gosto das músicas rápidas de louvor, mas prefiro mais as canções lentas de adoração". De acordo com esse conceito, se uma música é rápida, ou alta, ou usa instrumentos de metal, ela é considerada como "louvor". Contudo, se ela é lenta, e calma, e profunda, talvez acompanhada de violão, é considerada como "adoração". Esse é um uso errôneo, bastante comum, do termo "adoração".
     Adoração não diz respeito ao estilo, ou volume, ou velocidade da canção. Deus ama todos os tipos de músicas, pois Ele inventou todos eles — as rápidas e lentas, as altas e suaves, as antigas e atuais. É provável que você não goste de todos os estilos, mas Deus gosta! Se ela é oferecida a Deus em espírito e em verdade, é um ato de adoração.
     Os cristãos, com freqüência, discordam sobre o estilo de música que deve ser usado na adoração, e defendem apaixonadamente seu estilo preferido como o mais bíblico ou o que mais glorifica Deus. No entanto, não há um estilo bíblico! Não há notas musicais na Bíblia; nem mesmo se menciona os instrumentos usados nos tempos bíblicos. Com franqueza, o estilo de música de que você mais gosta, diz mais sobre você — seu histórico de vida e personalidade — que diz sobre Deus. A música de um grupo étnico pode soar como barulho para outro grupo. Contudo, Deus gosta de variedade e aprecia todos os estilos.
     Música "cristã" é algo que não existe; pois há apenas letras cristãs. São as palavras que tornam uma música sacra, não a melodia. Não há melodias espirituais. Se eu tocar uma música sem a letra, você não tem como saber se ela é "cristã".
     Adoração não é para o benefício pessoal. Como pastor, recebo mensagens que dizem: "Amei a adoração hoje, aprendi muito com ela". Esse é outra concepção errônea de adoração. Ela não existe para seu benefício! Adoramos para o benefício de Deus. Quando adoramos, nosso objetivo é agradar a Deus, não a nós.
     Se você já disse isto: "Hoje, não aproveitei nada da adoração", então adorou pelo motivo errado. A adoração não é para você. É para Deus. É claro, a maioria dos cultos de "adoração" também incluem elementos de comunhão, edificação e evangelismo, e há benefícios na adoração, mas não adoramos para agradar a nós mesmos. Nossa motivação é trazer glória e alegria para nosso Criador.
     A adoração não é uma parte de sua vida; ela é sua vida. Não é apenas para o culto da igreja. A Bíblia diz-nos para adorar continuamente a Deus. Cada atividade pode ser transformada em ato de adoração quando você a faz para o louvor, a glória e a alegria de Deus. A Bíblia declara: "Assim, quer vocês comam, bebam ou façam qualquer outra coisa, façam tudo para a glória de Deus" (1Co 10.31). Martinho Lutero afirmou: "A moça que ordenha uma vaca pode tirar leite para a glória de Deus".
     Como é possível fazer tudo para a glória de Deus? Ao fazer tudo como se estivesse fazendo para Jesus e ao estabelecer uma conversa contínua com ele enquanto faz suas coisas! A Bíblia declara: "Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens" (Cl 3.23).
     Esse é o segredo para ter um estilo de vida de adoração — fazer tudo como se estivesse fazendo para Jesus. O trabalho se transforma em adoração quando você o dedica a Deus e o executa com a consciência da presença dele.

Rick Warren é pastor fundador da Saddleback Comunity Church na Califórnia, EUA, uma das maiores igrejas dos EUA, também é escritor. Seu livro "Uma Vida Com Propósitos" (ed. Vida) já vendeu mais de 10 milhões de cópias em diversas línguas.
 

 

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