orixá   

 

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LENDAS

 

EBÓS

 

 

 

OSSAIM

 

Ossaim é orixá masculino de origem nagô, Iorubá que, como Odé Oxóssi habita a floresta.

É bastante cultuado no Brasil, recebendo diversos nomes como Ossânin, Ossonhe, Ossãe e Ossanha, uma das formas mais populares. Por causa do som feminino é frequentemente confundido como figura feminina.  

Orixá das ervas, no candomblé Jeje é chamado de Agué é o Vodun da caça e das florestas e conhece os segredos das folhas.

No Candomblé Bantu é chamado de Katendê, Senhor das insabas,folhas.

É um orixá cujos filhos são raros, bem menos numerosos do que Ogum, Xangô ou Oxum.

É orixá da cor verde, do contato mais íntimo com a natureza. As áreas consagradas a Ossaim  não são os jardins cultuados de maneira tradicional, mas sim os recantos, onde só os sacerdotes podem entrar, nos quais as plantas crescem de maneira selvagem, quase sem controle.

Orixá de grande significação, pois todos os rituais importantes utilizam o sangue-escuro que vem dos vegetais, seja em forma de amassis, infusões ou para uso de bebida ritualística.

É comum   existir um certo preconceito com dois Orixás que muitas vezes são esquecidos, mais existem em   e se faz necessário o culto: Ossâim e Oxumarê.

O primeiro está presente em todos os rituais através das folhas e o segundo presente em quase todos os rituais por ser o Orixá das mudanças. 

Ossaim originalmente dono dos segredos da natureza, patrono da farmácia, dos sacerdotes, químicos que usam plantas para fins curativos e, ou ritualísticos.

Protetor dos vegetais.

Ossaim  é um mago, cheio do espírito da aventura, autoconfiança e força de vontade.

No interior da mata virgem extrai seu axé, e os usa de acordo com seus objetivos.

Orixá calmo, mestre da tranquilidade e da resistência.

Prefere ficar trabalhando nos bastidores.

Muito esperto, comunicativo, fascinado pela ação.

Orixá provedor da família e da aldeia, seu coração sempre tem que fazer escolhas, sente que não pode mais esperar por auxílio externo,tem que buscar forças dentro de si próprio para assumir a responsabilidade pelas próprias decisões e resultados.

Ossaim  é o senhor das plantas medicinais e litúrgicas.

A sua importância é fundamental pois nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, sendo ele o detentor do Axé.

O símbolo de Ossaim é uma haste de ferro tendo ao alto um pássaro de ferro forjado, esta mesma haste é cercada por seis varetas pontuadas dirigidas em leque para o alto. O pássaro é a representação do poder de Ossaim , é o mensageiro que vai à toda parte, volta e se empoleira sobre a cabeça de Ossaim  para lhe fazer o seu relato. Este símbolo do pássaro representa o Axé, o poder bem conhecido das feiticeiras, elas mesmas frequentemente chamadas Iamis proprietárias do Pássaro-Poder.

No culto das Iamis as folhas, são como as escamas dos peixes e as penas dos pássaros, são e representam o procriado, um elemento essencial para os humanos.

Elas veiculam o ejè dundun, a força dos orixas. 

Cada Orixá  tem suas ervas e suas folhas particulares, dotadas de virtudes, de acordo com a personalidade do Orixá.   

Ossaim  vive na floresta, em companhia de Aroni, um anãozinho, comparável ao Saci-pererê, com uma única perna e, fumando permanentemente um cachimbo feito de casca de caramujo, enfiada numa vara oca e cheia de suas folhas favoritas.

Ossaim também é um Orixa  Olodê, um dos Orixá de rua pois as folhas as plantas encontra-se em qualquer lugar. Ele traz consigo o simbolismo da liberdade assim como toda a flora.

Patrono da vegetação, das folhas e de seus preparados. As folhas, nascidas das árvores, e as plantas constituem uma emanação direta do poder sobrenatural da terra fertilizada pela chuva que provem, com esse poder, a ação das folhas pode ser utilizada para diversos fins no aspecto geral.

Os curandeiros, quando vão recolher plantas para seus trabalhos, devem fazê-lo em estado de pureza, abstendo-se em relações sexuais na noite precedendo e indo à floresta, durante a madrugada, sem dirigir a palavra a ninguém. Além disso, devem ter cuidado em deixar uma oferenda com dinheiro, no chão, logo que cheguem ao local da colheita.

Ossaim está estreitamente ligado a Orunmiláia, o senhor das adivinhações.

Estas relações, hoje cordiais e de franca colaboração, atravessaram, no passado, períodos de rivalidade.

As lendas refletem as lutas de precedência e de prestígio entre adivinhos-babalaôs e curandeiros.

Os poderes de cada planta estão em estreita ligação com o seu nome, e as palavras de encantamento que são obrigatoriamente pronunciadas, no momento de seu uso, são indicadas pelos adivinhos aos curandeiros, fato este que dá aos primeiros uma posição  de conhecimento maior  sobre as virtudes das plantas.  

O ritmo dos cantos e das danças de Ossaim é particularmente rápido, saltitante e ofegante.

É o senhor da magia e da medicina, como Bará ele é companheiro indispensável de Orunmiláia.                               

É o senhor absoluto das vegetações.

Orixá das folhas e de suas aplicações litúrgicas e toda composição mágica do candomblé.

Nada se faz sem Ossaim, ele é o detentor da força do axé indispensável para as divindades.

Como necessária é Oxum com sua água.

Foi Ossaim quem ensinou a Ifá a arte de curar.

É sempre evocado quando as coisas não vão bem.

Assim como os Orixás das florestas, Ossaim é cultuado as quintas-feiras, muito embora existam qualidades que são cultuadas na segunda-feira, quarta e sexta-feira também.

Como é um orixá voltado ao culto em si e à religião como forma organizada de comunicação entre os homens e o sobrenatural, todos os seus ritos exigem muitos detalhes e inúmeros cuidados para não se quebrar as regras de como se colhe uma folha de uma árvore ou se arrumam os ingredientes para uma obrigação de Ossaim.

 É vinculado a figura de  Saci Pererê, figura mitológica que traduziria a função de encantado da mata, aquele que existe e ao mesmo tempo não. 

O deus das ervas, dono das matas, orixá da medicina, da cura, da convalescença. Mestre do poder curativo das ervas, que proporciona o Axé das plantas, ou seja, a força vital, imprescindível à realização de qualquer ritual nos cultos africanos.

Ossaim é a mágica das folhas, tornando mágica, também, sua convivência com os seres humanos.

Nos rituais do Candomblé o banho de ervas, Abo, é vital, imprescindível.

Tudo é passado no Abô. Desde louças, travessa de barro, moedas, pulseiras, búzios, quartinhas, facas, colheres de pau, gamelas, até o próprio homem, que vai se banhar e se purificar pelas ervas.

O Abô é algo que não pode faltar nos rituais, que vai dar o encanto, vai possibilitar a presença da força cósmica do Orixá.

Mesmo nos sacrifícios animais, canta-se para Ossaim , mesmo que o sacrifício não seja para ele, pois dele dependerá o encantamento daquele ato sagrado.

É Ossaim  que trará a calma, a paz, o encanto, para que o ritual transcorra bem.

Ossaim é o encanto, a magia.

Quando se vai à mata buscar ervas leva-se fumo de rolo, mel e moedas, para dar o Senhor das matas e facilitar a busca da erva desejada, pois Ossaim   pode escondê-la de nós, criar uma ilusão de ótica e não permitir que a vejamos, mesmo que esteja à nossa frente, debaixo de nosso olhos.

Ossaim está presente nos momentos importantes da vida, é o alquimista, o químico, o farmacêutico, o Senhor das poções mágicas e curativas.

É o feiticeiro, o bruxo, o médico dos Orixás, conhecedor profundo do segredo de todas as ervas.

É o pai da homeopatia, aquele que gera a capacidade de cura, pela ingestão ou aplicação de plantas medicinais. 

O sangue das folhas, que traz em si o poder do que nasce,  bundantemente, é um dos axés mais poderosos, pois o primeiro ato que se faz quando deita uma pessoa para o santo è a sasanha, a retirada do sangue negro das folhas. E o ultimo dia de preceito dos iniciados è o ità.

Pois sem as folhas não se faz nada...

Ossaim  possui o poder ao mesmo tempo benéfico e perigoso, a depender dos vários empregos das folhas pois existem folhas que possui veneno e folhas benéficas.

Seu culto é mais ou menos secreto e, mesmo que não constitua uma sociedade secreta, seus ritos não são públicos e a maioria de seus adeptos são homens.

Um pequeno pássaro que o representa, é o pássaro Eye.  Nos templos consagrados a Ossaim, na África, diz-se que este pássaro habita no Igba Ossaim e que ele fala quando Ossaim é consultado.

Este mesmo pássaro è o que acompanha as Yamis  Xorongà.

Outro que fala por Ossaim  é Aroni, pois Ossaim não fala, para não contar seus segredos a ninguém.

Aroni é um anãozinho, sem uma perna que fuma cachimbo.

Ele anda dentro de um redemoinho, seu cachimbo feito com a casca do caracol, enfiado num taryokó, uma varinha de bambu, com suas folhas prediletas. Carrega um pássaro que voa por toda parte e pousa em sua cabeça, contado-lhe tudo que viu ou se alguém se aproxima.

É um Orixá encantado, não viveu na forma humana.

É filho direto de Olodumarê, o Deus Supremo.

Ossaim conversa com os espíritos sagrados que moram dentro das árvores, sendo êles e os animais seus companheiros na floresta.

Assim como Odé Oxóssi, também conhece a linguagem dos animais e dos pássaros, imitando-os com perfeição.

O seu sacerdote é o Babá Olossaim.

É o detentor do axé (força, poder, vitalidade), de que nem mesmo os Orixás podem privar-se. Esse axe encontra-se em folhas e ervas específicas. O nome dessas folhas e o seu emprego é a parte mais secreta do ritual do culto dos Orixá, Vodun e Inkice.

Comanda as folhas medicinais e litúrgicas, muitas vezes é representado com uma única perna. Cada Orixá tem a sua folha, mas só Ossaim detém seus segredos. E sem as folhas e seus segredos não há axé, portanto sem ele nenhuma cerimônia é possível.

 

MITOLOGIA

 

 

Ossaim era o dono de todas as folhas e era necessário que os Orixás dependessem dele para obter certas folhas e certos sumos. Como os orixás raramente se submetem a qualquer tipo de autoridade, a rebelião se fez e Iansã com seus ventos espalhou as folhas de Ossaim, fazendo com que cada Orixá pegasse a sua de acordo com sua esfera de atribuições.

Mas muitas ervas e plantas ainda continuam sob o domínio de Ossaim, e mesmo as que hoje estão sob domínio dos outros orixás, ainda necessitam de certas rezas e preceitos que só Ossaim conhece.

 

 

 O poder de Ossaim foi dividido, mas permanece paradoxalmente com ele, realçando outra característica do Panteão Africano: a dependência dos Orixás.

Apesar de cada Orixá reinar sobre uma área específica do conhecimento e da atividade humana, acaba influindo genericamente sobre os domínios dos outros Orixás.

Por isso um filho de Iansã deve manter boas relações espirituais com Ossaim  para poder realizar os trabalhos e obrigações devidos à própria Iansã ou a Bará, como também deve invocar Oxum quando tiver problemas sexuais ou relativos a paternidade ou maternidade.

Se cada ser humano é individualizado pela soma das características e presenças energéticas de seus próprios Orixás, o primeiro, eledá e o segundo ajuntó  Orixá, também trocam energias com as outras fontes de Axé que regularizam e ditam as normas de seu relacionamento com outras áreas do conhecimento.

É a convivência dos diferentes, mas complementares, que viabiliza a mitologia dos orixás e a existência do ser humano em sociedade.

Não é Orixá das lutas, do fogo, dos grandes amores e das guerras incontroláveis.

É Orixá da técnica, do uso das folhas que são empregadas quando necessárias, usadas de forma condutora da busca do equilíbrio energético, do contato do homem com a sua divindade, que nada mais é do que a sua essência.

Não faz parte das lendas de Ossaim um número de relações familiares e sexuais de destaque, pois geralmente é apresentado como um ser solitário, vagando nebulosamente pela floresta e não habitando lar específico.

Em alguns itãs  é apresentado como uma figura de uma perna só.

Em outras é chamado de Aroni, um anãozinho que como o saci pererê da mitologia, traz sempre na boca um cachimbo.

Originário de Iraô, atualmente na Nigéria, não fazia parte dos 16 companheiros de Odùdùwa quando na chegada de Ifá.

Patrono da vegetação rasteira, das folhas e de seus preparos, defensor da saúde, é a divindade das plantas medicinais e litúrgicas. Cada Orixá tem a sua folha, mas só Ossain detém seus segredos. E sem as folhas e seus segredos não há axé, portanto sem ele nenhuma cerimônia é possível.

Ossaim  usa uma cabaça chamada Igbá-Osanyin.

Fuma e bebe mel e pinga.

Ossaim também é um feiticeiro, por isto é representado por um pássaro chamado Eleyê, que reside na sua cabaça. As proprietárias do pássaro do poder são as feiticeiras. Ele carrega também sete lanças com um pássaro em cima da haste, o qual é seu mensageiro e voa para trazer-lhe notícias. Osanyin está extremamente ligado a Orunmilá, Senhor da Adivinhações. Estas relações, hoje cordial e de franca colaboração, atravessaram no passado período de rivalidade.

Ossain recebera de Olodumaré o segredo das folhas. Ele sabia que algumas delas traziam a calma ou o vigor. Outras, a sorte, a glória, as honras ou ainda, a miséria, as doenças e os acidentes.

Os outros Orixás não tinham poder sobre nenhuma planta. Eles dependiam de Ossain para manter sua saúde ou para o sucesso de suas iniciativas.

As folhas de Ossaim  veiculam ao axé oculto, pois o verde é uma das qualidades do preto.

As folhas e as plantas constituem a emanação direta do poder da terra fertilizada pela chuva.

São como as escamas e as penas, que representam o procriado. O sangue das folhas é um dos axés mais poderosos, que traz em si o poder do que nasce e do que advém.

A história revela que Ossaim  era escravo de Orunmilá, incubido de limpar um terreno cheio de plantas, e recusava-se a cortar as folhas que teriam inúmeras utilidades na manutenção da saúde das pessoas, ervas que curam febre, as dores de cabeça e as cólicas.

Tomando conhecimento do fato, Orunmilá quis ver quais eram as ervas de tão grande valor.

Convencido do conhecimento de Ossaim, Orunmilá percebeu que ele poderia lhe ser útil e o manteve para sempre a seu lado para as consultas.

Despertou assim a irá, a inveja dos demais Orixás entre eles Xangô, cujo temperamento é impaciente, guerreiro e impetuoso, irritado por não deter os conhecimentos secretos sobre a utilização das folhas, usou de um ardil para tentar usurpar de Ossaim a propriedade das folhas. Falou dos planos à sua esposa Iansã, a senhora dos ventos.

Explicou-lhe que, em certos dias, Ossaim  pendurava, num galho de Iroko, uma cabaça contendo suas folhas mais poderosas.

-Desencadeie uma tempestade bem forte num desses dias, disse-lhe Xangô.

Iansã aceitou a missão com muito gosto. O vento soprou a grandes rajadas, levando o telhado das casas, arrancando árvores, quebrando tudo por onde passava e, o fim desejado, soltando a cabaça do galho onde estava pendurada. A cabaça rolou para longe e todas as folhas voaram.

Os orixás se apoderaram de todas. Cada um tornou-se dono de algumas delas, mas Ossaim permaneceu senhor do segredo de suas virtudes e das palavras que devem ser pronunciadas para provocar sua ação.

E, assim, continuou a reinar sobre as plantas como senhor absoluto.

Graças ao poder axé que possui sobre elas.

Na origem quem deu os nomes das folhas e finalidades a Ossaim foi Orunmilaia, como podemos ver...

Ifá foi consultado por Orunmilaia  que estava partindo da terra para o céu e que estava indo apanhar todas as folhas.

Quando Orunmilaia  chegou ao céu Olódùmaré disse, eis todas as folhas que queria pegar o que fará com elas ? Orunmilaia  respondeu que iria usá-las, disse que, iria usá-las para beneficio dos seres humanos da Terra.

Todas as folhas que Orunmilaia  estava pegando, carregaria para a Terra. Quando chegou à pedra Àgbàsaláààrin ayé lòrun, pedra que se encontra no meio do caminho entre o céu e a terra, Aí Orunmilaia  encontrou  Ossaim no caminho.
Perguntou:

Ossaim onde vai?

Ossaim disse:Vou ao céu, disse ele, vou buscar folhas e remédios.

Orunmilaia disse, muito bem, disse, que já havia ido buscar folhas no céu, disse, para benefício dos seres humanos da terra e Ossaim pode  arrebatar todas as folhas. Ele poderia fazer remédios, feitiços com elas porém não conhecia seus nomes.

Foi Orunmilaia quem deu nome a todas as folhas.

Assim Orunmilaia nomeou todas as folhas naquele dia. Ele disse, você Ossaim  carrega todas as folhas para a terra, disse, volte, iremos para terra juntos.
Foi assim que Orunmilaia entregou todas as folhas para Ossaim naquele dia. Foi ele quem ensinou a Ossaim o nome das folhas apanhadas.

 

ARQUÉTIPO

 

 

Os filhos de Ossaim são aqueles que não permitem que suas simpatias e antipatias subjetivas e individuais intervenham em suas decisões ou influenciem as suas opiniões sobre pessoas e acontecimentos.

Ossaim é reservado, pouco intervindo em questões que não lhe digam respeito.

Não é introvertido, mas não se faz notar pela atividade social.

Os filhos de Ossaim são individualistas no sentido de não se preocuparem com o que acontece fora da sua esfera.

São pessoas muito ligadas a religiosidade e pelos aspectos ritualísticos.

A ordem, os costumes, as tradições e os gestos marcados e repetitivos o fascinam.

São pessoas meticulosas, nunca se deixando levar pela pressa ou pela ansiedade, pois é caprichoso.

Por isso as profissões dos filhos de Ossaim, de maneira geral, são aquelas que não requeiram pressa.

São pessoas que não gostam de trabalhar em conjunto, há não ser quando somente o conjunto pode gerar o resultado esperado.

Pela necessidade de isolamento e independência, os filhos de Ossaim  podem abraçar profissões artesanais, que exijam o trabalho lento e meticuloso, como um ritual que quando não feito de maneira correta e meticulosa pode botar tudo a perder.

Em termos físicos, são pessoas elegantes e esguias, mesmo quando tem como ajuntó Iemanjá.

Não aparentam grande força física, mas detém uma grande energia reservada para uso quando necessário. Uma particularidade física muito comum são os cabelos lisos e compridos.

São capazes de amar, mas não o tempo todo. O silêncio, porém, não pode ser entendido como sinônimo de falta de carinho.

Dificilmente esconde seu ponto de vista.

São pessoas fascinadas com as regras e tradições, adoram questioná-las. Possuem um gosto exacerbado pela religiosidade.

 Os filhos de Ossaim  são de natureza alegre, gostam de caminhadas.

Valentes, não medem o perigo que se apresenta, jamais recuam diante das adversidades.

Moderados em quase tudo, sabem gozar da riqueza quando possuem.

Alegres e fanfarrões, mas sua maneira de falar fere profundamente.  

Hábeis em descobrir pontos fracos dos outros, mas zangam-se quando descobrem o seu.

Sendo pessoas algariadas estão propensas a problemas de administração financeira, apesar de prudentes e obstinados em nutrição.

Por serem um pouco irritadiços adquirem problemas e dor de cabeça, de vesícula, e na idade madura tendência a obesidade.

Portador essencialmente de energias cósmicas que conferem ao ser humano o maravilhoso poder de raciocínio bom senso, discernimento, determinação, engenhosidade acentuada, tendência a pesquisa ou inverso: indecisão, irreflexão, falta de clareza mental, ciúme excessivo.

 

ENTIDADE de LIGAÇÃO

 

SETE CAPA PRETA: Ligado a Ossaim, atua na alta magia, no ocultismo. Protege atos obscuros principalmente que envolva dinheiro, valores, joias.

 

CURIOSIDADES

 

Frase de impacto kétu :

òsónyìn o! ewé ó o òsónyìn o! oógún ó o

 Ossaim ,permita que a folha faça seu efeito. Ossaim, permita  que a medicina produza efeito

 

 

 

Animal : Cágado, bode,cabrito malhado claro.

 

 

 

Ave :  Galo arrepiado ou de pescoço pelado ou galo branco, pombo, angolista.

 

 

 

Balança : Composta de 14 ou 07 pessoas.

 

 

 

Bebida : Vinho tinto.

 

 

 

Come : Amendoim torrado, sem casca, pipoca, apeté, chuleta de rês, inhoque, polenta.

 

 

 

Cores : Verde e branco, verde e preto, verde.

 

 

 

Dia : Segunda, quarta, quinta ou sexta-feira.

 

 

 

Doenças : Aids, doenças nos membros inferiores, nos ligamentos.

 

 

 

Elemento : Terra +.

 

 

 

Emblema : Folhas de café com frutos, abacateiro, amendoim .

 

 

 

Ferramenta : Muleta, lança, bisturi.

 

 

 

Flores : Todas silvestres.

 

 

 

Frutas :   Abacate, Banana do mato, Fruta do conde, pêssego, bergamota.

 

 

 

Guia :  Conta verde e conta branca .

 

 

 

Kisila : Ratos cinza.

 

 

 

Metal : Ferro, prata, estanho.

 

 

 

Natureza : Natureza vegetal.

 

 

 

Número :   07 e seus múltiplos.

 

 

 

Saudação  :  Eu eu,eu eu.

 

 

 

Simbolo :  Um cajado com  uma haste central com um pássaro na ponta, do meio dessa haste saem sete pontas.

 

CLASSIFICAÇÃO DAS FOLHAS

 

 

As folhas são divididas em quatro, correspondentes aos quatro elementos, classificação idêntica a que se processa com os Odu ,Destino,os elementos naturais :água, ar, terra e fogo.

Outras classificações que temos em relações as folhas são: masculinas e femininas.Diurnas e noturnas.

Cumprindo o papel de reforçar a essência dos elementos, ou seja, as folhas ao veicularem seu axé, ativam a força dos elementos ao qual o Orixá correspondente esta ao indivíduo ligado. 

 

Ewe Afeefe  : Folhas trepadeiras, folhas do ar-vento.

 

 

 

Ewe Inon : Folhas  que usada desorganizadamente pode matar, folhas do fogo.

 

 

 

Ewe Omi : Folhas que aguaicas, folhas da água.

 

 

 

Ewe Ile ou Ewe Igbo : Folhas nativas, folhas da terra e da floresta.

 

 

 

Erô : Calmantes.

 

 

 

Gun : Excitantes. 

 

 

 

Amendoim :  Suas sementes são estimulante e fortalecem as vistas e a pele, além de ser em excelente afrodisíaco. Nos rituais, é empregado cozido e utilizado em sacudimentos, com excelentes resultados.

 

 

Celidônia : É  medicamento nas doenças dos olhos, usando a água do cozimento   para banhos. Seu chá também é de grande eficácia para banhar o rosto e dar fim às manchas e panos.

 

 

Coco de Dendê:   É a chamada manteiga de karité. Este coco é muito prestigiado pela medicina caseira,contra   cefaléias, anginas, fraqueza dos órgãos visuais e cólicas abdominais.

 

 

Erva de Passarinho: É muito aplicada principalmente no abô do orixá. Na medicina popular, esta planta é empregada com sucesso  as moléstias uterinas, corrimentos e também para dar fim às úlceras. As folhas e flores são usadas em caso de diabetes, hemoptises e hemorragias diversas.

 

 

Erva de Santa Luzia:  Usada nas obrigações de cabeças, ebori, lavagem de contas, feitura de santo e tiragem de Egun. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

 

 

Guabira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. A medicina caseira a indica no sentido de pôr fim aos males dos olhos conjuntivites. Em banhos, favorecem aos que sofrem de reumatismo e devem ser feitos em banheiras ou bacias, sendo mais ou menos demorados.

 

 

Lágrima de Nossa Senhora: É usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego ou limpeza.  Diurético, em chá. Os banhos debelam o reumatismo e reduzem as inchações. 

 

 

 

ORÍKÌ

 

 

 

 

Agbénigi, òròmòdìè abìdi sónsó

Agbénegi, que vive na árvore e que tem um rabo pontudo como um pinto

 

Esinsin abèdò kínikíni;

Aquele que tem o fígado transparente como o da mosca

 

Kòògo egbòrò irín

Aquele que é tão forte quanto uma barra de ferro

 

Aképè nìgbà òràn sunwòn

Aquele que é invocado quando as coisas não estão bem.

 

Tíotín tín, ó gbà axò òkùnrùn ta gìègìè

O esbelto que quando recebe a roupa da doença se move como se fosse cair

 

Èlèsè kan èlèsè méjì .

O que tem uma só perna e é mais poderoso que os que têm duas

 

Aro abi-okó lièliè

O fraco que possui um pênis fraco

 

Ewé gbogbo kíki oògùn

Todas as folhas têm viscosidade que se tornam remédio

 

Agbénigi, èsisi kosùn

Agbénigi, o deus que usa palha

 

Agogo nla se erpe agbára

O grande sino de ferro que soa poderosamente

 

ó gbà wòn tán, wòn dúpé tènitèni

A quem as pessoas agradecem sem reservas depois que êle humilha as doenças

 

Aròni já si kòtò di oògùn máyà

Aroni que pula no poço com amuletos em seu peito

 

Èlèsè kan ti ó èlèsè méji sáré

O homem de uma perna que incita os de duas pernas para correr.

 

 

 

            QUALIDADES

 

 

 

Abenegy : É velho, grande feiticeiro, dono do pássaro sagrado e o único que chega bem perto das Iamys  Oxorongá. Dono absoluto do poder das ervas. Come diretamente com Bará.

 

 

Agué,Égue : Usa roupas e contas rosa rajado de verde. Come com Oxumarê e OiA.

 

 

 

Arony : Recebe uma saudação própria, diferente dos outros. mais velho.Apesar de ser companheiro de Abenegy, é mais terrível, fumando seu cachimbo faz mais bruxarias que os outros. Só come bicho de duas pernas.

 

 

Delé : Mais novo.

 

 

 

Gayaku : É novo, muito vivo, só vive em cima das árvores, nunca aparece nos lugares habitados. Come com Odé Oxóssi e aparece na roda do pade.

 

 

Modum

 

 

 

Mokossu : Um tipo velho, vive escondido no mato, fuma muito e bebe com abundância. Tem caminhos com Bará.

 

 

 

Serebuá :Caminhos com Xapanã, responde nas quarta-feira.Cor verde com preto.

 

 

Prece

 

Eu,eu eu eu eu

meu pai dos milagres

das possibilidades

dos acertos e da magia

que teus mistérios

se desvendem para mim

que os caminhos sejam claros

destravados

sem mistérios

que a saúde fíisica e mental

seja minha riqueza

que a paz  e serenidade

oculta na floresta sagrada

seja minha inspiração

minha força e fortaleza

que  tua magia me seja digna

livrando-me dos imbustes

de inimigos visíveis e invisiveis.

Que a tua sabedoria seja minha inspiração

que eu ande pelos caminhos cobertos com teus axés.

Eu eu eu eu.

Ossaim.

 

 

 

 

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