A Cabanha Santa Isabel, além dos bovinos Shorthorn e Lincoln Red, Aberdeen Angus e Devon. Temos planteis das raças escocesas Belted Galloway e West Highland ou simplesmente Highland. Possuímos animais Puros Controlados destas raças, pois não existem exemplares Puros de Origem ainda no Brasil.
Belted Galloway
O Belted Galloway é a variedade cintada da raça Galloway negra. Assim como o Galloway Negro, a variedade cintada tem sua origem no Condado de Galloway, ao sudoeste da Escócia. As histórias escritas a respeito da origem da raça Galloway, diferem um pouco, mas em três pontos estas histórias geralmente coincidem. No que diz respeito à origem do Galloway. A raça é reconhecida por ser uma das mais antigas raças bovinas existentes, com sua origem ainda obscura, demonstra a sua antigüidade através de seu nome, o qual deriva de um termo Gaélico ou Galês. Os Galeses foram os antigos habitantes da Província de Galloway. Esta província compreendia seis Condados (shires); Dumfries, Lanark, Renfew, Ayr, Kirkcudbright e Wigtown localizadas na extremidade mais sudoeste das terras baixas Escocesas. O Belted Galloway é encontrado no sudoeste da Escócia, porém é pouco encontrada ocorrendo alguns criatórios nos condados de Kircudbrightshire, Northumberland e Wigtownshire.
![]() Royal Show 2003 - Copyright: Jean Pierre Martins Machado |
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A raça tem sua origem nas montanhas frias do sudoeste da Escócia. Tem sido mantido como raça separada desde 1.928, tendo um Herd Book próprio estabelecido. Foram importados para os USA no fim da década de 40, e hoje são encontrados em pequenos rebanhos por todo o país. São animais mochos, e tem a conformação de uma moderna raça de corte. A sua mais importante característica é produzir carne economicamente sobre condições variadas de clima. Os Belties são rústicos, resistentes a doenças e consomem qualquer tipo de forragem. Apresentam uma dupla pelagem, com um subpêlo curto, denso e leve, e um pêlo ondulado por cima, o qual é geralmente perdido nas estações quentes. Os criadores da variedade cintada exigem que a raça seja ligeiramente maior que o Galloway negro. Raça de temperamento tranqüilo.
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O Galloway é inquestionavelmente das mais puras e mais
antigas raças melhoradas. Alguns autores são da opinião que
eles descendem do gado mocho indígena da Escócia e não se
conhece, intervenção de sangue estranho na formação e
fixação da raça. Prova irrefutável da pureza da raça, está
na ausência de manchas nos animais puros e da prepotência com
que transmitem o caráter mocho aos mestiços, mesmo estes sendo
cruzados com animais aspados. O gado da região era dito ser
escuro, mocho, com pêlos ondulados que apresentavam uma fina
pelagem por baixo do pêlo mais grosso, e por séculos não teve
nome definido, sendo apenas designados como o "gado negro de
Galloway". Muito foi escrito sobre a história dos bovinos
Britânicos desde a metade do século XVIII, o período
imediatamente anterior não contém descrições sobre esta
história. O historiador Hector Boece (1570), escrevendo sobre o
Galloway, disse, "Nesta região tão distante existe um boi
de carnes deliciosas e tenras". Ortelius, o historiador
escrevendo em 1573, disse, "Em Carrick (quando ainda fazia
parte de Galloway) estão bois de grande tamanho, que apresentam
carne tenra, doce e suculenta". A raça Galloway tornou-se
importante durante o período Scottish-Saxão, e os criadores de
Galloway exportavam queijo e peles. Depois os bovinos eram
vendidos em considerável número aos fazendeiros Ingleses, os
quais os vendiam no mercado de Smithfield, após um período de
engorde em pastos Ingleses.
È sabido que a raça Galloway nunca foi cruzada com outras raças. Não se sabe, entretanto, como a raça Galloway adquiriu seu caráter mocho, pois no início muitos destes bovinos eram aspados. Entretanto, durante a metade final do século XVIII e início do século XIX, muitos escritores mencionaram o Galloway mocho, e os criadores decidiram adotar esta característica e iniciaram a seleção deste caráter em seu gado. Muitos dos bovinos iniciais no Distrito de Galloway eram negros, porem vermelhos, pardos, brasinos e animais com marcas brancas não eram incomuns. Em 1851, um incêndio no "Highland Agricultural Museum" em Edinburgh, Escócia, destruiu todos os dados históricos e pedigrees da raça Galloway anteriores a este tempo. Onze anos depois (1862), um Herd Book para animais mochos foi publicado neste Herd Book estavam incluídos o Galloway, o Aberdeen e a raças Angus, que até então eram duas raças distintas. William McCombie (criador escocês pioneiro nas raças Angus & Shorthorn) disse certa vez, "O Galloway indubitavelmente tem muitas grandes qualidades. Em terras pobres eles não têm rivais, mesmo os nossos Aberdeens não seriam capazes de sobreviver. Não há outra raça que tenha maior valor por quilo de peso que o Galloway.
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O Galloway é mocho como o Angus, porem é de menor tamanho, mais resistente e menos exigente quanto à alimentação e manejo. O Galloway, não tem rivais como raça para pastejo, utiliza pastos grosseiros que outras raças dispensariam. Além do mais, sua habilidade em produzir carne de alta qualidade diretamente do pasto, não sendo necessário o fornecimento de grãos para sua terminação, é de grande valor econômico. Animais usados inteiramente para a produção de carne. Os novilhos, engordados tanto com pasto como com grãos, podem produzir uma carcaça de 280 a 350 quilos de peso. É uma raça materna, as vacas têm excelente facilidade de parto, enquanto que os terneiros são rústicos e vigorosos. Raça longeva, com muitas vacas produzindo regularmente com bem de 10 anos de idade. Esta característica por si só pode determinar o quanto é econômica e eficiente uma raça bovina.
A natureza robusta e rústica da raça nunca foi testada,
embora considerada uma raça de climas frios, o Galloway tem sido
encontrado em regiões quentes, mostrando boa aclimatação a
estas regiões. A fama de que a carne da raça Galloway é tenra,
suculenta e saborosa, levou a recentes testes pelo USDA
(Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), onde animais
cruzados com Galloway, onde foram comparados com 11 outras
raças. Os resultados obtidos fazem parte do "Cycle IV"
do "Germ Plasm Evaluation (GPE) Program" no Clay
Center, Nebraska. Estes testes mostraram que os cruzamentos com
Galloway estavam colocados nas primeiras colocações para sabor,
maciez e suculência.
Hoje os criadores americanos de Galloway, reconhecem o potencial da raça em programas de cruzamentos e para a formação de raças compostas. Um programa de testes de performance de touros é feito pela American Galloway Breeders Association em união com a famosa "Midland Bull Test Station em Columbus, Montana. Adicionalmente, a AGBA mede por ultra-sonografia as características de carcaça, bem como, faz mensurações do frame, capacidade pélvica e perímetro escrotal dos touros. Os animais Galloway alimentados adequadamente podem competir perfeitamente com animais de outras raças de corte semelhantes.
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Está se tornando muito popular na Escócia é usado
bastante para cruzamentos, especialmente com animais das raças
Shorthorn e Angus, por produzir animais de grande
conformação carniça. Afirma-se que a variedade cintada é de
maior tamanho e maturação mais precoce, se diz também que as
vacas cintadas são melhores produtoras de leite e certamente
alimentam melhor suas crias. Os touros são prepotentes e
conferem sua cor e características raciais a sua progênie meio
sangue. Produzem carcaças excelentes com carne de alta
qualidade. O vigor de sua constituição habilita-os a resistir
as grandes viagens, com privações de toda a espécie sem sofrer
muito. Não é muito precoce, a menos que receba alimentação
especial. A qualidade da carne é superior e muito estimada por
seu sabor, devido à perfeita mistura entre a carne e a gordura e
pela estrutura das fibras. As peles do Galloway são muito usadas
para o preparo de roupas de inverno, em razão do comprimento e
fineza do pêlo negro. Raça extremamente rústica, perdendo
talvez apenas para a raça Highland. A sua grande capacidade de
adaptação e sua rusticidade são transmitidas em grande
quantidade a sua progênie. Raça muito prolífica alcançando
índices de 85% de parição.
Os animais apresentam pelagem negra ou amarronzada com uma faixa branca que faz a volta em torno do corpo, detrás das espáduas, das cruzes até a garupa. Podem ocorrer as outras cores naturais da raça, tais como o negro puro, o branco com orelhas vermelhas, o Dun ou pardo e o vermelho. Os terneiros são leves ao nascer, em média pesam 28 a 32 kg, os machos adultos pesam em média 900 kg e as fêmeas 550 kg.
Raça muito semelhante ao Aberdeen Angus, sendo que as
crias oriundas deste cruzamento são difíceis de se identificar
de qual raça se originam, dificuldade esta apresentada até por
especialistas. As diferenças apresentadas são:
- Os animais Galloway são menores, devido a região de
que se originam ser pobre em pastos, e ser açoitada por ventos
fortes.
- O Galloway é mais anguloso que o Angus, a garupa é
mais levantada e saliente, apresentando-se mais quadrada.
- A precocidade do Galloway é menor que a da raça Angus.
Precocidade esta tida como mediana.
- A parte superior do osso occipital do Galloway é plana
e ligeiramente fendida em sua parte média. O Aberdeen Angus
apresenta o poll saliente e pontiagudo.
- O Galloway apresenta frente muito ampla e pouca cara.
- O pêlo do Galloway é muito mais largo e abundante que
o do Aberdeen Angus.
A variedade cintada, Belted Galloway tem sido mantido como raça separada desde 1928, tendo um Herd Book próprio estabelecido. Foram importados para os USA no fim da década de 40, e hoje são encontrados em pequenos rebanhos por todo o país.
O Belted Galloway é uma raça rara no mundo todo e aqui no Brasil existem alguns criadores que estão fomentando o seu uso em cruzamentos. O rebanho brasileiro é todo de animais puros por cruzamento absorvente, sendo fácil iniciar um rebanho de Belties, pois é uma raça extremamente dominante em seus caracteres genéticos, quando usada em cruzas com qualquer raça de vacas, a quase maioria dos produtos nasce mocha, pelagem negra e com a característica cinta branca no ao redor do abdômen, seja parcialmente ou quase que completa.

Adquirimos algumas fêmeas da criação do Sr. Pedro Paulo Gonçalves da cidade de Rosário do Sul. As fêmeas tem um mínimo de 7/8 de sangue Belted Galloway. Temos sêmen de touros Puros de Origem para usar sobre estes animais, assim como, para inseminar animais de outras raças que servem como base de cruzamento.
O sêmen pertence aos touros Corium Corium 80 Flett's Todd, Scottish Dogma, Shiralee Moonshine, além de mais 2 touros Belted Galloway cintados, um negro e outro de pelagem vermelha cintada. Hoje contamos com doses congeladas de 5 touros em nossa reserva genética, com material genético suficiente para incrementar a criação brasileira.
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Corium Corium 80 Flett's Todd, touro argentino com
linhagem fechada americana. Nascido em 1998, filho de Flett's
Todd em vaca Corium 17 Alexis TE, vaca que é originária de
embriões importados dos Estados Unidos. Corium Alexis é por
Aldermere Alexis em vaca Beaver Dam Alexis 436. Touro comprido,
de ótima caracterização racial e faixa branca muito larga e
bem delimitada. Produziu terneiros de grande qualidade na Cabanha
Santa Isabel.
- Scottish Dogma, touro uruguaio nascido em 1993.
Importado para o Brasil pelo Sr. Pedro Paulo Gonçalves. Usado
intensamente na Cabanha Vacaquá, sendo pai e avô de todo o
rebanho, elevando em muito o grau de consangüinidade do rebanho.
Dogma é por Mochrum Colum em vaca Aldermere Tacoma, sendo
portanto oriundo de embrião importado dos
Estados Unidos. Está registrado no Livro de
Registro genealógico brasileiro sob número 53. ùltimo animal
PO a ser registrado após 1984.
- Shiralee Moonshine, touro de origem australiana. Moderno, profundo, cinta branca bem delimitada e larga. Nascido em 1992, teve sêmen importado para o Uruguai. Moonshine é filho de Okiwa Nelson em vaca Midfern Panda.
![]() Blairgrowe - Escócia - 2003. Copyright: Jean Pierre Martins Machado |
![]() Blairgrowe - Escócia - 2003. Copyright: Jean Pierre Martins Machado |
West Highland
O West Highland ou Highland é uma raça escocesa muito
antiga, a qual tem vivido por muitos séculos nas remotas Terras
Altas (Highlands) localizadas ao norte da Escócia. As
condições extremas criaram um processo natural de seleção,
onde apenas os animais mais adaptados sobreviviam.
Originalmente existiam dois tipos animais distintos: o
Kyloe negro, geralmente menor em tamanho por habitar as ilhas da
costa do norte da Escócia e, um animal
maior e
geralmente de pelagem avermelhada a qual vivia nas remotas
Highlands da Escócia. Hoje, as duas linhagens fazem parte de uma
única raça, o Highland. Adicionalmente as cores das duas
linhagens iniciais, negro e avermelhado, existem animais com
pelagem amarelada, parda, branca, brazina e prateada. O primeiro
Highland Herd Book foi estabelecido em 1884. Hoje a raça
Highlands é encontrada por toda América do Norte, bem como
Europa, Austrália e América do Sul.
![]() Glenisla Farm - Escócia - 2003. Copyright: Jean Pierre Martins Machado |
![]() Glenisla Farm - Escócia - 2003. Copyright: Jean Pierre Martins Machado |
Highlands requerem pouca ou nenhuma suplementação alimentar para manter boas condições corporais, de fato, o clima frio e a neve têm pouco efeito sobre a raça. Eles têm sido criados desde o Alaska e países escandinavos como a Suécia e Noruega, porém, a raça também apresenta boa adaptação ao clima quente, sendo criada com sucesso no Texas e Geórgia nos Estados Unidos, Austrália e África do Sul. A raça é encontrada no Peru, Chile e na Argentina.
Apesar
de sua aparência incomum e selvagem, além de seus poderosos
chifres, os Highlands são freqüentemente tranqüilos, tanto os
machos quanto às fêmeas.
Embora o Highland seja uma raça de corte muito antiga, se
adapta bem a condição requerida pelos mercados modernos. A
raça possui carne magra, bem marmoreada, de sabor único e com
pouca gordura de cobertura, pois a raça tem longa pelagem que a
mantêm isolada do frio, não sendo necessário acumulo excessivo
de gordura entre o couro e a carne para manter o isolamento
térmico do animal. A carne de Highland é famosa e recebe
freqüentemente muitos prêmios em competições inglesas e
americanas. Além de sua qualidade de carne superior, a raça tem
excelente habilidade materna, uma rusticidade sem igual em outra
raça de corte, aparência única e bela, realmente é o Highland
é "uma raça aparte".
O Highland ainda é uma raça exótica no Brasil, porém, possuímos sêmen de 2 touros argentinos Highland puros de ótima caracterização racial. Corium 56 e Corium 106 são filhos de GOF Ralph 21R em vacas argentinas de linhagens que remontam aos primeiros animais trazidos para a Argentina na décade de 20. Adquirimos recentemente sêmen Neo Zeolandês de 2 touros, Coirneal of Trelissick e Euan of TE Mere.
Os primeiros produtos meio sangue estão nascidos em solo gaúcho, podemos afirmar que os produtos apresentam ótima caracterização racial, mesmo para animais 1/2 sangue. Estamos usando como vaca base animais Shorthorn PO e PC, usando uma base genética materna de grande qualidade. Nesta estação de monta iremos inseminar mais alguns ventres com Corium 56, esperamos poder utilizar um macho 1/2 sangue de pelagem colorada clara para aumentar a base genética da raça Highland no Brasil.
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Fotos:
Arquivo particular Cabanha Santa Isabel