A Cabanha Santa Isabel, atualmente tem plantéis das raças Shorthorn, Lincoln Red, Belted Galloway e Scottish Highland, iniciou recentemente plantéis das raças Aberdeen Angus e Hereford, todos animais Puros de Origem.

Nossa intenção é iniciar plantéis de animais Puros por Cruzamento (PC) das raças Maine Anjou, South Devon e Devon Puros de Origem. Vamos ter exemplares destas raças para poder mostrar aos interessados espécimes vivos destas raças que são pouco conhecidas. Quremos preservar seu padrão original e a diversidade genética dos bovinos domésticos.

Para informações sobre qualquer uma de nossas raças, contate-nos!!

Maine-Anjou

A raça Maine Anjou se originou no noroeste da França. Á partir 1825 touros Durham (Shorthorn) foram importados para a Britania, região francesa, e usada para cruzamentos, especialmente com a raça nativa Mancelle. O Conde de Falloux foi o primeiro a iniciar o programa de cruzamento em 1839, sendo mencionado como um dos mais proeminentes criadores do gado Durham-Mancelle. Juntamente com outros criadores de Falloux no período entre 1836 e 1860, o Conde, estabeleceu os rebanhos base para a nova raça, que após 1908, quando uma nova associação de raça foi formada e chamada de Maine Anjou.

Oficialmente reconhecida em 1923 teve seu Livro de Herdbook aberto no ano seguinte. Para evitar a consangüinidade, os criadores de Maine Anjou, cuja população era numericamente pequena e a raça Armoricaine de mesma origem iniciaram conjunta cooperação mesclando seus rebanhos em 1962. Alem disto, importações de animais das raças Meuse Rhyne Issel (MRY) e a Vermelha Malhada Alemã (German Red Pied) para aumentar a produção leiteira. No ano de 1970, a cooperação com o Armoricaine foi finalizada, nos anos seguintes a raça de duplo propósito se tornou em um tipo de corte moderno com corpo longo e musculoso.

O Maine Anjou tem grande índice de crescimento e acentuada precocidade, levando-a a ocupar lugar importante na produção de novilhos precoces, que apresentam carne com boa terminação. Os animais que apresentam uma conformação de carcaça bastante apreciada pelos frigoríficos.

Raça mista predominantemente carniceira e de grande tamanho, de veloz crescimento, excelente conformação para o corte, rápida maturação de sua carne e boa aptidão leiteira. Rústica, adapta-se bem a diversas condições de exploração em climas temperados. Seu temperamento é tranqüilo.

A raça se destaca também no que se refere à produção leiteira, docilidade, facilidade de ordenha, baixa mortalidade de terneiros, intervalo entre partos.

A especial característica da raça é sua prolificidade, sendo comum o nascimento de gêmeos. A raça é citada por apresentar a maior produção de partos geminares no mundo. A taxa de partos duplos fica ao redor de 6% e 8%. O Clay Center em Nebraska, USA, desenvolveu um composto com altos índices para a produção de gêmeos, chamado MARC Twin, onde o Maine Anjou juntamente com o Sueco Vermelho e Branco (Swedish Red and White) e o Vermelho Norueguês (Norwegian Red) fazem parte devido a esta característica.

A raça Maine-Anjou, cujos terneiros pesam, em média 50 Kg ao nascer apresentando em função disto altas taxas de distocia, ao redor de 53% dos partos necessita de auxilio.

Raça é conhecida por seu rápido crescimento e ganho de peso, ao redor de 2 kg por dia nos melhores animais jovens. Em um teste de produção de carne na Inglaterra, o Maine Anjou se mostrou ser o segundo melhor, perdendo apenas para o Charolês. Em vista disso é usado no país em muitos rebanhos leiteiros para produzir animais F1. Na França, animais touros meio sangue Limousin X Maine Anjou são usados em programas de cruzamentos comerciais com nome de INTA 95.

O Maine Anjou é uma raça de grande tamanho, as vacas medem em media 142 cm pesando entre 750 e 850 kg, enquanto que os touros medem em media 155 cm e pesam entre 1.110 e 1.350 kg. O recorde mundial de peso da raça foi o touro “Royal”, exposto na Exposição de Paris em 1988, o qual pesou 1.922 kg.

A vaca Maine Anjou tem excelente aptidão maternal e produção leiteira. Sua disposição para duplo propósito é clara na produção leiteira, com produção media de 4.200 kg por lactação, com 3.9% de gordura e 3.42% de proteína.

Na França a raça declinou em numero devido ao crescimento da popularidade do Charolês, de 400.000 vacas no ano de 1970 para 86.000 em 1988, sendo que apenas 6.000 vacas e 2.000 touros foram registrados no Herdbook. Entretanto, a raça apresentou novo crescimento em 1994 para aproximadamente 100.000 animais.

A raça foi reconhecida na França em 1923, tendo seu Herd Book aberto no ano de 1924. Entre os anos de 1962-70, a raça foi reunida com a raça Armoricaine em um mesmo nome “Rouge de l’Ouest”.


No país natal, é criado principalmente nos Departamentos do norte e leste em especial em Pays de la Loire e Poitou-Charante. A partir de 1974, a raça foi exportada para a Argélia, Argentina, Bélgica, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Reino Unido, Japão, Nova Zelândia, Rússia e Uruguai
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O Herd Book da raça foi aberto no Brasil em 1972, a partir de um touro e três vacas importados da França. O primeiro produto registrado nascido no país foi “Esperona do Carol”, de novembro de 1972, criada por Carlos de Oliveira, Cacequi, RS.

A raça foi usada para cruzamentos com o Shorthorn para aumentar o tamanho da raça e melhorar a formação de carcaça. Não manteve o interesse por parte dos criadores iniciais. Os últimos registros da raça foram comunicados em 1983, por um núcleo da região de Vacaria, RS.

Em 1972 o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, importou um lote de seis vacas e dois touros franceses. O Livro de Registro teve início com a inscrição do touro “Cuti”, nascido em 11 de julho de 1969, que foi adquirido do criador Paul Charbonneau.

Beau-Gest”, um macho nascido em 05 de março de 1973, que recebeu o HBB 10, foi o primeiro animal nacional registrado. Pertencia à Usina da Barra S/A Açúcar e Álcool, proprietária do estabelecimento denominado “Usina da Barra”, em Barra Bonita, São Paulo.



O mês de julho de 1983 marca o último registro de Maine Anjou. Pertence a “Titane 06 da JF”, uma fêmea nascida em 07 de março daquele ano, que recebeu o HBB 59. Era da criação de Juventino Fernandes da Fonseca, da Estância JF, em Vacaria, Rio Grande do Sul.


South Devon


Há muitas conjeturas, mas poucos dados concretos sobre a origem do gado South Devon. É certo que a raça já existe há muito tempo, ostentando mais ou menos sua forma atual. Os núcleos originais situaram-se no Sudoeste da Inglaterra, limitados à região pouco acidentada dos Condados de Devon e Cornwall, aí vivendo durante séculos.

Pode ter sido influenciada durante os séculos XIV e XV pelo Garonnaise, uma das raças francesas que deram origem ao Blonde d’Aquitaine, quando grande número destes bovinos da região de Garonne foi enviado para a Inglaterra.

Um ancestral comum com a raça alemã Gelbvieh foi sugerido recentemente, mas esta teoria não teve sustentação. Mesmo que os Saxões tenham invadido o sul da Inglaterra durante o século XV, o Gelbvieh somente foi desenvolvido no final do século XIX.

Ainda existe o fato de que a distância genética entre o South Devon e o Gelbvieh, bem como o Pardo Suíço, é menor do que a distância entre o South Devon e o Hereford. É provável que isto se deva ao fato de que o South Devon foi usado no desenvolvimento do Gelbvieh, na formação da qual o Pardo Suíço também teve sua cota de participação.

Embora o South Devon tenha sido originalmente desenvolvido como raça de tração, suas qualidades leiteiras foram melhoradas com a utilização do Guernsey, durante o século XIX.

Embora conhecida deste o século XVIII, uma associação de criadores foi fundada apenas em 1872 e a abertura do Livro de Registro Genealógico da raça só ocorreu em 1891, a cargo da “South Devon Herd Book Society”, a qual selecionava animais para carne e leite. A raça South Devon é conhecida também pelos nomes de “Sommerset”, “South Hams” e “Hammers”. No início da década de 1960 existiam na Inglaterra cerca de 3.000 animais registrados.

A costa sul de Devon, no canal entre Exeter e Plymounth, é uma área conhecida como South Hams, onde o clima é ameno e o solo de coloração vermelha. Este local é a região de origem do South Devon, com sua ampla capacidade de produzir leite rico em gordura, típico de vacas cuja pele é pigmentada de amarelo.

No que diz respeito ao amarelo que tinge a pelagem vermelha da raça, que se assemelha ao Guernsey, é um fato concreto que o
South Devon e as duas raças das Ilhas do Canal da Mancha, o Jersey e o Guernsey, têm um tipo de hemoglobina que não é encontrada em outras raças britânicas e nem mesmo na maioria das raças européias. Entretanto esta hemoglobina ocorre em bovinos asiáticos, sendo encontrada também em vários tipos africanos de raças associadas à produção de leite rico em gordura.

É uma raça de tamanho grande, sendo, por isso mesmo, conhecida como "grande vermelho". Foi considerada como uma raça de triplo propósito: os bois eram usados para tração, as vacas para a ordenha e os novilhos engordados em áreas das Midlands e no sul de Wales. A carne produzida era de boa qualidade, mas a proporção de esqueleto era alta em comparação com a carne e os ossos eram grossos. Com o decorrer do tempo a raça teve sua seleção voltada para uma diminuição do tamanho, resultando num animal de esqueleto fino e com um úbere muito menor. Se levarmos em consideração o tamanho do úbere, podemos dizer que essa seleção resultou num fracasso, pois o reduziu tanto que o úbere ficou quase plano.

Durante a década de 1920, o potencial leiteiro foi encorajado, em detrimento da carne, quando conseguiram fazer com que as vacas voltassem a ter um úbere de tamanho satisfatório. Entretanto, no decorrer da década de 50, os esforços da associação de criadores voltaram-se novamente para a conformação de corte. Então, a imagem de uma raça de duplo propósito foi descartada quando o South Devon foi classificado como uma raça de carne me 1972.

O potencial de crescimento foi mantido e hoje em dia alguns touros ganham peso mais rápido que algumas das raças européias especializadas na produção de carne. Esta, porém, continua de excelente qualidade.

Estes animais foram selecionados por criadores que estavam interessados em evitar o freqüente inconveniente de ter de optar por animais de leite ou de carne. Quanto à produção leiteira, a média das 2.650 vacas submetidas à comprovação de rendimento em 1961/62, na Inglaterra, foi de 2.975 kg, com 4,19% de gordura. O leite das vacas South Devon é famoso pela nata densa e cremosa.

Muitas das reses têm uma conformação típica de animais de carne, apresentando uma elevada percentagem do peso vivo nas carcaças. A carne é bem marmoreada, com fibra fina e bom paladar. Não acumula depósitos excessivos de gordura e os animais ainda continuam crescendo na fase de terminação ou acabamento.

É um gado rústico, de temperamento tranqüilo e considerado pelos ingleses como o mais indicado de seu tipo para os climas tropicais. Foi o gado que mais se adaptou às condições forrageiras e climáticas da África do Sul e, por isso, seria indicado para algumas regiões brasileiras. Suporta bem o regime pastoreio a campo e revela sua preponderância nos cruzamentos.

A raça goza de alguma popularidade no exterior, sobretudo nas antigas colônias inglesas. No Brasil, apesar de algumas introduções efetuadas na metade do século XX, não obteve sucesso e a raça continua desconhecida no país.


Existem associações de criadores na África do Sul, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e em vários paises sul americanos. Existem associações de criadores fundadas em 1914 na África do Sul, em 1974 nos Estados Unidos e no Canadá. Durante as décadas de 1950 e 1960 foi exportada para a Espanha, onde foi utilizada para desenvolver o gado da região da Galícia. Nos Estados Unidos têm sido cruzados com o Brahman, formando o South Bravon.

É uma das maiores raças britânicas da atualidade. As vacas medem, em média, 138 cm e pesam entre 650 kg e 700 kg. Os touros atingem, em média, 155 cm e pesam entre 1000 kg e 1250 kg.

A dupla musculatura é uma característica marcante na raça. Massas musculares muito desenvolvidas no posterior, tanto dos machos como das fêmeas, são encontradas na maioria dos animais criados hoje em dia.

O primeiro animal foi registrado em 1948. Era o touro “Rydon Forester 151”, nascido em 14 de outubro de 1945, que foi importado da Inglaterra, por Reinaldo Cherubini, da Fazenda São Valentin, de Nova Prata, Rio Grande do Sul. Do registro não consta o nome do criador inglês.

Rainha da Nova Prata” foi o primeiro produto nacional inscrito. Era uma fêmea nascida em 1º de janeiro de 1950 e também pertencia a Reinaldo Cherubini.

Os registros de South Devon tiveram duas épocas bem distintas. A primeira foi desde a abertura do Livro Genelógico, em 1948, até 1957. Nesse período só foram inscritos 11 animais. De 1958 até 1973 nã houve um registro sequer. Em 1974 começa a segunda fase, que se estende até 1998.

Desde então não se registra mais nenhum South Devon. A última inscrição foi de “Sheike FM TE”, que recebeu o HBB 590. Era um macho nascido em 25 de setembro de 1992, de criação e propriedade de Joaquim Goulart Júnior, da Fazenda Marly, no município de Lages, em Santa Catarina.

Devon

O Devon é uma das raças mais antigas do Reino Unido. Sem duvida, é uma raça indígena do sudoeste da Inglaterra. É curioso notar que a primeira referência à mesma, a situa em Cornwall e não em Devonshire. Housman sustenta a opinião que a origem da raça na Inglaterra remonta à época das expedições dos Fenícios em busca de estanho na região de Cornwall. A raça tem mudado consideravelmente nos últimos 100 anos, mas muitos dos animais registrados são descendentes diretos dos primeiros animais registrados por Davy no então primeiro Livro genealógico publicado em 1850, e que pertencia a famílias que, segundo as mesmas, já criavam Devon há 150 anos.

No século XVIII, o Devon começou a expandir-se do oeste do Reino Unido, o famoso escultor Inglês de animais domésticos, Garrard, descreveu o Devon como a mais perfeita raça na Grã-Bretanha. Foi provavelmente Thomas William Coke, de Holkham Hall, Norfolk, no outro lado da Inglaterra, que mais introduziu o Devon em seu Condado. O famoso criador, o qual teve a idéia de unir as raças Norfolk e Suffolk em uma só raça, o Red Poll, foi influenciado pelo Duque de Bedford a trazer os pequenos e econômicos Devon para estes Condados.

A respeito de sua origem em Exmoor, o Devon tem provado ser tolerante a climas quentes, sendo hoje criado extensivamente na Austrália, Nova Zelândia, USA, Brasil e Jamaica. Esta habilidade em tolerar bem ao calor tem encorajado alguns pesquisadores a imaginar uma possível relação entre o Devon e o gado indiano trazido ao sudoeste da Inglaterra a muito tempo atrás, outros, porém, relacionam o Devon ao Salers da França.

No início do século XIX, o Devon foi exportado para a Tasmânia e para a Austrália em intervalos durante o século, até que restrições sanitárias colocaram fim as importações. O Devon teve mais de um século para mostrar seu valor em ambientes como Queensland, New South Wales e no seco e quente noroeste do oeste australiano. No século XIX, em Queensland, o Devon produziu tanta carne por acre quanto o Hereford ou o Shorthorn, e também, produziu uma boa proporção de carne magra quando cruzada com o Shorthorn.

Alguns dos rebanhos ingleses eram usados para produzir leite, mas as suas antigas características leiteiras foram negligenciadas. Entretanto, o rebanho original a qual acompanhou a família Pilgrim do porto de Plymonth em Devon no ano de 1623 para providencia-los leite, queijo e manteiga durante sua viagem para a América, continuaram a produzi-los quando eles colonizaram este continente. Ainda existe uma raça chamada Milking Devon em Massachusets, o qual é muito semelhante ao tipo original do século XVII, sendo, portanto um valioso banco genético. Em 1960, a raça foi exportada para o Canadá e esta vivendo em altitudes de 1.400 metros na face leste das Montanhas Rochosas com duros invernos e poucos abrigos. Eles, também, vivem no Kenya, em uma fazenda a 1.800 metros de altitude em uma savana úmida, onde são usados para melhorar o gado nativo.

Esta raça antiga e bela mostrou ser um grande negócio, e mais valioso que isso, ele é mais apreciado por estrangeiros do que pelos criadores de seu próprio país, especialmente procurado para climas quentes. Centrado ao redor de Exmoor, ao norte de Devon, onde o clima é chuvoso e úmido, com invernos frios e rigorosos, este foi o ambiente dominante que a raça Devon proliferou por muitos séculos.

A raça Devon é possui a pele pigmentada de amarelo alaranjado, e a pigmentação escura nos olhos é um considerável recurso nos climas tropicais, na qual a pigmentação da pele também protege o úbere da perigosa radiação solar. A raça é muito resistente e as fêmeas não apresentam problemas de fertilidade ou parição. Suporta o frio e a umidade, mantendo-se bem nas pastagens fracas e fibrosas de seu habitat. Por isso, é muito apreciado pelos pequenos proprietários. O nome da raça indica sua procedência do oeste, mas a experiência demonstra cabalmente que pode ser ambientar em outras zonas, tanto no Reino Unido como em outros países. Durante os muitos anos de experiências nas quais os adeptos de outras raças visavam ao aumento do tamanho dos animais, a Devon se manteve como gado de porte médio e, agora, com a maior procura pelos animais de fácil adaptabilidade ao sistema de criação extensivo, começa a se espalhar por todo o país.

Criado de forma pura ou cruzada com outras raças, o Devon apresenta rápido apronte e excelente rendimento de carne. Sua capacidade de conversão alimentar e de produção de carne de qualidade estão entre as melhores do mundo, sendo suas características mais marcantes a rusticidade, fertilidade, habilidade materna, precocidade e docilidade, condições que transmite com eficiência nos sistemas de cruzamento. Os reprodutores se destacam pela rusticidade e eficiência. A alta capacidade de serviço aliada ao grande poder de conversão de pastos em carne de qualidade, confere a ele grande potencial para cruzamentos em qualquer região do Brasil.

As vacas são rústicas, prolíficas e dotadas de alta capacidade leiteira. Comparada às raças de corte, são tidas como de grande lactação. Em Controle Leiteiro, 61 vacas Devon obtiveram a expressiva média de 2.321 kg de leite com 4,16% de gordura, embora o gado Devon não seja explorado para produção leiteira. Há alguns decênios, o gado Devon era muito utilizado por sua capacidade de trabalho e conserva, por isso, até hoje, a mansidão. Responde muito bem a uma boa alimentação, e é muito utilizado em confinamento para produzir carne de primeira qualidade, bem marmorizada, de fibra fina e sabor especial nas peças menores. Os machos Devon em média pesam 800 - 900 kg, e as fêmeas pesam 500 - 550 kg.

O reprodutor Devon transmite;
- Fertilidade
- Capacidade leiteira
- Habilidade materna
- Longevidade
- Habilidade na conversão alimentar
- Docilidade
- Rusticidade (adaptação a qualquer clima e qualquer altitude)
- Conformação de carcaça.

Há um século atrás o Devon foi cuidadosamente cruzado com zebus indianos para contribuir para a formação de raças adaptadas ao clima tropical, raças como o Jamaica Red, Bravon, Makaweli e o Santa Gabriela, esta também sendo usado para melhorar algumas raças bovinas japonesas. Ultimamente este gado tem sido muito utilizado para cruzamentos com raças zebuínas, formação da raça sintética BRAVON, ou mesmo com as européias, apresentando bons resultados em ambos os casos. Isto vem ocorrendo tanto pela grande capacidade de ganho de peso dos touros, mesmo em condições de pastagens, quanto pela lactação das vacas, tidas como mães por excelência.

A raça Devon foi introduzida no Brasil em 1906, por Assis Brasil na região de Pedras Altas, RS, e depois em Alegrete e municípios vizinhos. Em 1914, o Visconde Ribeiro de Magalhães, de Bagé, RS, inscreveu o primeiro lote de reprodutores puros da raça, duas vacas e um touro, de procedência inglesa. O primeiro Devon nacional registrado foi "Bagé", de janeiro de 1915, também do Visconde. Existem Herdbooks da raça Devon no Reino Unido (1851), Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, USA, Brasil entre outros.

A aquisição das fêmeas esta sendo efetuada nos criadores tradicionais da raça, sendo que o nosso critério de seleção será a analise fenotípica dos ventres. Sêmen de touros ingleses esta sendo adquirido para manter o fenótipo dos produtos o mais próximo possível dos animais Devon encontrados na Inglaterra durante as décadas de 50 e 60.

 



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