A Cabanha Santa Isabel, atualmente tem plantéis das raças Shorthorn, Lincoln Red, Belted Galloway e Scottish Highland, iniciou recentemente plantéis das raças Aberdeen Angus e Hereford, todos animais Puros de Origem.
Nossa intenção é iniciar plantéis de animais Puros por Cruzamento (PC) das raças Maine Anjou, South Devon e Devon Puros de Origem. Vamos ter exemplares destas raças para poder mostrar aos interessados espécimes vivos destas raças que são pouco conhecidas. Quremos preservar seu padrão original e a diversidade genética dos bovinos domésticos.
Para informações sobre qualquer uma de nossas raças, contate-nos!!
Maine-Anjou
Oficialmente reconhecida em 1923 teve seu Livro de
Herdbook aberto no ano seguinte. Para evitar a consangüinidade,
os criadores de Maine Anjou, cuja população era numericamente
pequena e a raça Armoricaine de mesma origem iniciaram conjunta
cooperação mesclando seus rebanhos em 1962. Alem disto,
importações de animais das raças Meuse Rhyne Issel (MRY) e a
Vermelha Malhada Alemã (German Red Pied) para aumentar a
produção leiteira. No ano de 1970, a cooperação com o
Armoricaine foi finalizada, nos anos seguintes a raça de duplo
propósito se tornou em um tipo de corte moderno com corpo longo
e musculoso.
O Maine Anjou tem grande índice de
crescimento e acentuada precocidade, levando-a a ocupar lugar
importante na produção de novilhos precoces, que apresentam
carne com boa terminação. Os animais que apresentam uma
conformação de carcaça bastante apreciada pelos frigoríficos.
Raça mista predominantemente carniceira e
de grande tamanho, de veloz crescimento, excelente conformação
para o corte, rápida maturação de sua carne e boa aptidão
leiteira. Rústica, adapta-se bem a diversas condições de
exploração em climas temperados. Seu temperamento é
tranqüilo.

Em
1972 o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da
Secretaria de Agricultura e Abastecimento, importou um lote de
seis vacas e dois touros franceses. O Livro de Registro teve
início com a inscrição do touro “Cuti”, nascido em
11 de julho de 1969, que foi adquirido do criador Paul
Charbonneau.
Um ancestral comum com a raça alemã Gelbvieh
foi sugerido recentemente, mas esta teoria não teve
sustentação. Mesmo que os Saxões tenham invadido o sul
da Inglaterra durante o século XV, o Gelbvieh somente foi
desenvolvido no final do século XIX.
Ainda existe o fato de que a distância
genética entre o South Devon e o Gelbvieh, bem
como o Pardo Suíço, é menor do que a distância entre o
South Devon e o Hereford. É provável que isto se
deva ao fato de que o South Devon foi usado no
desenvolvimento do Gelbvieh, na formação da qual o Pardo
Suíço também teve sua cota de participação.
Embora o South Devon tenha sido
originalmente desenvolvido como raça de tração, suas
qualidades leiteiras foram melhoradas com a utilização do Guernsey,
durante o século XIX.
Embora conhecida deste o século XVIII, uma
associação de criadores foi fundada apenas em 1872 e a abertura
do Livro de Registro Genealógico da raça só ocorreu em 1891, a
cargo da “South Devon Herd Book Society”, a qual
selecionava animais para carne e leite. A raça South Devon
é conhecida também pelos nomes de “Sommerset”,
“South Hams” e “Hammers”. No
início da década de 1960 existiam na Inglaterra cerca de 3.000
animais registrados.
South Devon e as duas raças das
Ilhas do Canal da Mancha, o Jersey e o Guernsey,
têm um tipo de hemoglobina que não é encontrada em outras
raças britânicas e nem mesmo na maioria das raças européias.
Entretanto esta hemoglobina ocorre em bovinos asiáticos, sendo
encontrada também em vários tipos africanos de raças
associadas à produção de leite rico em gordura.
O potencial de crescimento foi mantido e hoje em dia
alguns touros ganham peso mais rápido que algumas das raças
européias especializadas na produção de carne. Esta, porém,
continua de excelente qualidade.
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Existem associações de criadores na África
do Sul, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e em vários
paises sul americanos. Existem associações de criadores
fundadas em 1914 na África do Sul, em 1974 nos Estados
Unidos e no Canadá. Durante as décadas de 1950 e
1960 foi exportada para a Espanha, onde foi utilizada para
desenvolver o gado da região da Galícia. Nos Estados
Unidos têm sido cruzados com o Brahman, formando o
South Bravon.
É uma das maiores raças britânicas da atualidade.
As vacas medem, em média, 138 cm e pesam entre 650 kg e 700 kg.
Os touros atingem, em média, 155 cm e pesam entre 1000 kg e 1250
kg.

Devon
O Devon é uma das raças mais antigas do Reino
Unido. Sem duvida, é uma raça indígena do sudoeste da
Inglaterra. É curioso notar que a primeira referência à mesma,
a situa em Cornwall e não em Devonshire. Housman sustenta a
opinião que a origem da raça na Inglaterra remonta à época
das expedições dos Fenícios em busca de estanho na região de
Cornwall. A raça tem mudado consideravelmente nos últimos 100
anos, mas muitos dos animais registrados são descendentes
diretos dos primeiros animais registrados por Davy no então
primeiro Livro genealógico publicado em 1850, e que pertencia a
famílias que, segundo as mesmas, já criavam Devon há 150 anos.
No século XVIII, o Devon começou a expandir-se do oeste do Reino Unido, o famoso escultor Inglês de animais domésticos, Garrard, descreveu o Devon como a mais perfeita raça na Grã-Bretanha. Foi provavelmente Thomas William Coke, de Holkham Hall, Norfolk, no outro lado da Inglaterra, que mais introduziu o Devon em seu Condado. O famoso criador, o qual teve a idéia de unir as raças Norfolk e Suffolk em uma só raça, o Red Poll, foi influenciado pelo Duque de Bedford a trazer os pequenos e econômicos Devon para estes Condados.
A respeito de sua origem em Exmoor, o Devon tem provado ser tolerante a climas quentes, sendo hoje criado extensivamente na Austrália, Nova Zelândia, USA, Brasil e Jamaica. Esta habilidade em tolerar bem ao calor tem encorajado alguns pesquisadores a imaginar uma possível relação entre o Devon e o gado indiano trazido ao sudoeste da Inglaterra a muito tempo atrás, outros, porém, relacionam o Devon ao Salers da França.
No
início do século XIX, o Devon foi exportado para a Tasmânia e
para a Austrália em intervalos durante o século, até que
restrições sanitárias
colocaram fim as importações. O Devon teve mais de um século
para mostrar seu valor em ambientes como Queensland, New South
Wales e no seco e quente noroeste do oeste australiano. No
século XIX, em Queensland, o Devon produziu tanta carne por acre
quanto o Hereford ou o Shorthorn, e também, produziu uma boa
proporção de carne magra quando cruzada com o Shorthorn.
Alguns dos rebanhos ingleses eram usados para produzir leite, mas as suas antigas características leiteiras foram negligenciadas. Entretanto, o rebanho original a qual acompanhou a família Pilgrim do porto de Plymonth em Devon no ano de 1623 para providencia-los leite, queijo e manteiga durante sua viagem para a América, continuaram a produzi-los quando eles colonizaram este continente. Ainda existe uma raça chamada Milking Devon em Massachusets, o qual é muito semelhante ao tipo original do século XVII, sendo, portanto um valioso banco genético. Em 1960, a raça foi exportada para o Canadá e esta vivendo em altitudes de 1.400 metros na face leste das Montanhas Rochosas com duros invernos e poucos abrigos. Eles, também, vivem no Kenya, em uma fazenda a 1.800 metros de altitude em uma savana úmida, onde são usados para melhorar o gado nativo.
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Esta raça antiga e bela mostrou ser um grande negócio, e mais valioso que isso, ele é mais apreciado por estrangeiros do que pelos criadores de seu próprio país, especialmente procurado para climas quentes. Centrado ao redor de Exmoor, ao norte de Devon, onde o clima é chuvoso e úmido, com invernos frios e rigorosos, este foi o ambiente dominante que a raça Devon proliferou por muitos séculos.
A raça Devon é possui a pele pigmentada de amarelo
alaranjado, e a pigmentação escura nos olhos é um
considerável recurso nos climas tropicais, na qual a
pigmentação da pele também protege o úbere da perigosa
radiação solar. A raça é muito resistente e as fêmeas não
apresentam problemas de fertilidade ou parição. Suporta o frio
e a umidade, mantendo-se bem nas pastagens fracas e fibrosas de
seu habitat. Por isso, é muito apreciado pelos pequenos
proprietários. O nome da raça indica sua procedência do oeste,
mas a experiência demonstra cabalmente que pode ser ambientar em
outras zonas, tanto no Reino Unido como em outros países.
Durante os muitos anos de experiências nas quais os adeptos de
outras raças visavam ao aumento do tamanho dos animais, a Devon
se manteve como gado de porte médio e, agora, com a maior
procura pelos animais de fácil adaptabilidade ao sistema de
criação extensivo, começa a se espalhar por todo o país.
Criado de forma pura ou cruzada com outras raças, o Devon apresenta rápido apronte e excelente rendimento de carne. Sua capacidade de conversão alimentar e de produção de carne de qualidade estão entre as melhores do mundo, sendo suas características mais marcantes a rusticidade, fertilidade, habilidade materna, precocidade e docilidade, condições que transmite com eficiência nos sistemas de cruzamento. Os reprodutores se destacam pela rusticidade e eficiência. A alta capacidade de serviço aliada ao grande poder de conversão de pastos em carne de qualidade, confere a ele grande potencial para cruzamentos em qualquer região do Brasil.
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As vacas são rústicas, prolíficas e dotadas de alta capacidade leiteira. Comparada às raças de corte, são tidas como de grande lactação. Em Controle Leiteiro, 61 vacas Devon obtiveram a expressiva média de 2.321 kg de leite com 4,16% de gordura, embora o gado Devon não seja explorado para produção leiteira. Há alguns decênios, o gado Devon era muito utilizado por sua capacidade de trabalho e conserva, por isso, até hoje, a mansidão. Responde muito bem a uma boa alimentação, e é muito utilizado em confinamento para produzir carne de primeira qualidade, bem marmorizada, de fibra fina e sabor especial nas peças menores. Os machos Devon em média pesam 800 - 900 kg, e as fêmeas pesam 500 - 550 kg.
O reprodutor Devon transmite;
- Fertilidade
- Capacidade leiteira
- Habilidade materna
- Longevidade
- Habilidade na conversão alimentar
- Docilidade
- Rusticidade (adaptação a qualquer clima e qualquer altitude)
- Conformação de carcaça.
Há um século atrás o Devon foi
cuidadosamente cruzado com zebus indianos para contribuir para a
formação de raças adaptadas ao clima tropical, raças como o
Jamaica Red, Bravon, Makaweli e o Santa Gabriela, esta também
sendo usado para melhorar algumas raças bovinas japonesas.
Ultimamente este gado tem sido muito utilizado para cruzamentos
com raças
zebuínas,
formação da raça sintética BRAVON, ou mesmo com as
européias, apresentando bons resultados em ambos os casos. Isto
vem ocorrendo tanto pela grande capacidade de ganho de peso dos
touros, mesmo em condições de pastagens, quanto pela lactação
das vacas, tidas como mães por excelência.
A aquisição
das fêmeas esta sendo efetuada nos criadores tradicionais da
raça, sendo que o nosso critério de seleção será a analise
fenotípica dos ventres. Sêmen de touros ingleses esta sendo
adquirido para manter o fenótipo dos produtos o mais próximo
possível dos animais Devon encontrados na Inglaterra durante as
décadas de 50 e 60.