A raça Shorthorn no Brasil

A data exata da introdução de animais da raça Shorthorn no Brasil é incerta, mas, acredita-se que ocorreu poucos anos após a entrada da raça na Argentina e Uruguai, em fins do século XIX. Sabe-se com certeza, que o primeiro animal Shorthorn a ser inscrito no Herd Book brasileiro, foi um touro vermelho chamado "Count Barrington", nascido em 03 de abril de 1897 e registrado em 1906, "Count Barrington" procedente da Inglaterra, onde naquele país estava inscrito no Coate's Herd Book sob número 72.266, tendo sido criado por Mr. J.A. Preece de Drayton Home Farm. O animal era filho do touro Major (HBI.59.419) e sua mãe era a vaca Duchess of Barrington 40th.

A partir de então, a raça teve aumento gradativo em seus registros, atingindo o apogeu nas décadas de 60 e 70. Após aquele período, o número de animais registrados se estabilizou e, na década de 80, começou a decrescer. A raça sempre se concentrou no estado do Rio Grande do Sul, região mais setentrional do Brasil. Hoje, são encontrados criadores também nos estados de Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Existem rebanhos que usam o Shorthorn, para cruzamento, em Goiás, Tocantins e nas regiões nordeste e sudeste.

À partir de 1975, até meados de 1985, os criadores optaram por abrir o livro de registro genealógico para as raças Maine Anjou e Lincoln Red, sendo que o Lincoln Red foi maciçamente usado. Hoje em dia restam poucos animais que não possuem influencia de sangue Lincoln Red, basicamente são dois rebanhos apenas onde se acham estes animais. Muitos dizem que o Lincoln é uma variedade do Shorthorn, porém, gostaríamos de ter em mãos dados que comprovem isto. Até que se prove a relação entre os DNA’s, para nós o Lincoln Red é tido como uma raça originária do Shorthorn, e não uma variedade deste.

Hoje poucos rebanhos estão ativos no registro genealógico, aproximadamente 8 rebanhos. O mercado para comercialização de reprodutores Shorthorn mostrou uma queda, se comparado com anos anteriores, o principal motivo foi à diminuição do rebanho de cria de gado geral que ocorreu nos anos anteriores. Grandes praças compradoras são o planalto gaúcho, região serrana de Santa Catarina, regiões de Alegrete, Rosário do Sul e Santana do Livramento. Outras regiões carecem de serem abastecidas com reprodutores Shorthorn.

Abaixo gráfico que demonstra o número de registros desde o ano de 1906 até 2005.

O uso da raça para cruzamento industrial no centro oeste do Brasil, ocorre em pequeno número. Existe um rebanho PO estabelecido no Mato Grosso do Sul, mas temos conhecimento de que sêmen foi comercializado e importado diretamente por criadores de Nelore de Goiás, Tocantins e São Paulo para cruzar com gado azebuado.

O coeficiente de consanguinidade da raça Shorthorn no Brasil está elevado, conforme mostram os gráficos abaixo.

 

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