Porque cruzar com Shorthorn

A raça Shorthorn tem muitas características produtivas importantes ao rebanho gaúcho e, porque não, nacional, quando usada para cruzamento sobre raças taurinas ou zebuínas.

Pesquisas ao redor do mundo mostram o Shorthorn como uma ótima opção para cruzamento. Dados do Clay Center mostram que a raça está bem colocada em todos os atributos necessários a produção de carne, com características de maciez, marmoreio, precocidade de terminação, precocidade de abate, precocidade materna e habilidade materna insuperável.

Os mesmos estudos são realizados na Austrália e Nova Zelândia, onde o Shorthorn sempre se classifica entre as três primeiras posições nos concursos de carcaça. Hoje, com o advento da biotecnologia, e a facilidade de detectar genes, muitas empresas estão mapeando características importantes para a produção de carne.

O Genestar, procedimento que analisa a frequencia de genes para marmoreio e maciez da carne, testa varias raças para estes caracteres. Raças com biótipos dos principais países produtores de carne no mundo. Basicamente o Genestar classifica a frequencia de genes baseado em testes de DNA para averiguar genes com maior associação para marmoreio. O teste para maciez se baseia em averiguar a frequencia de genes variantes da calpastatina bovina.

Os animais são classificados em 0 estrela (homozigoto = carne dura), 1 estrela (heterozigoto = transmite 1 gene para maciez à progênie) e 2 estrelas (homozigoto = carne tenra ou macia). Animais 0 estrela não carregam formas favoráveis de genes para marmoreio; animais 1 estrela carregam uma cópia da forma favorável de genes para marmoreio; e animais 2 estrelas carregam duas formas favoráveis para genes de marmoreio.

A raça Shorthorn apresenta 97% dos animais testados com 2 estrelas e 2,5% com animais 1 estrela, enquanto que a raça colocada na segunda posição carrega 81% de animais 2 estrelas e 18% de animais 1 estrela. Resaltamos que a raça colocada na segunda posição é derivada do Shorthorn, com aproximadamente 50% de sua genética composta por Shorthorn. A raça colocada em 3º lugar, mundialmente conhecida por sua qualidade de carne, apresenta 78% de animais carregando 2 estrelas e 21% de animais carregando 1 estrela.

Em várias partes do mundo testes entre raças são feitos para conhecer as aptidões das raças e seus possíveis usos em cruzamentos. O Clay Center, Nebraska, USA, o maior centro de estudos do mundo, estuda o Shorthorn desde 1986, demostrando que a raça Shorthorn tem 99,9 % de facilidade de parto, além de elevada taxa de sobrevivência, elevada porcentagem de puberdade expressa em determinado período de tempo, excelente marmoreio na carne, maciez e área de olho de lombo, permanecendo sempre nas primeiras colocações em todos os testes. O Shorthorn tem também ótimo temperamento, excelente ganho de peso, habilidade materna excepcional e produção leiteira elevada. Estas características são encontradas, também, em estudos feitos pelo CSIRO da Austrália, além de vários outros centros ao redor do mundo.

A excelente fertilidade da raça é, sem dúvida, a mais importante característica na criação de gado bovino. A capacidade de crescimento confere aos produtos Shorthorn altas taxas, sem perder a facilidade de engorda. Isto é importantíssimo em nosso sistema de produção a pasto, onde temos que obter novilhos que aumentem rapidamente de peso. Aptidão materna, pela sua docilidade, fertilidade e eficiência com moderado tamanho, produzirão excelentes terneiros. As cruzas Shorthorn, por sua vez, não lhe exigirão mais que as mães puras, porém, produzirão com todas as vantagens do vigor híbrido.

Ao se incorporar uma raça a um programa de cruzamento devemos esperar que a mesma cumpra com três objetivos básicos:

1º) Ser funcional e estruturalmente correta;

2º) Que incorpore um valor genético extra, de importância econômica, ao nosso sistema;

3º) Que gere um adequado "vigor híbrido" (por vigor híbrido se entende a superioridade dos produtos cruza "F1" sobre a média de seus antecessores).

Vários são os motivos que justificam a eleição da raça Shorthorn para a obtenção do vigor híbrido em um programa de cruzamento industrial para a produção de carne. Vejamos alguns deles:

– Excelente Fertilidade: Sem dúvida, em qualquer forma que se considere, a fertilidade é a mais importante característica na criação de gado bovino. A raça Shorthorn, por excelência, demonstra uma grande eficiência reprodutiva.

- Facilidade de Parto: Os terneiros cruza Shorthorn, avaliados pelo Departamento de Agricultura dos USA foram únicos, entre 11 raças, com zero por cento de partos assistidos.  

A vaca Shorthorn possui grande largura de área pélvica, sendo uma de suas principais características. Este fator torna muito raros problemas de parto, mesmo quando acasalada com touros de raças grandes de origem continental, motivo pelo qual as fêmeas Shorthorn e meio sangue Shorthorn apresentam grande procura para serem usadas em programas de cruzamento como vacas maternas.

- Capacidade de Crescimento: A utilização do Shorthorn pode conferir aos produtos altas taxas de crescimento sem perder a facilidade de engorda. Isto é importantíssimo em nosso sistema de produção a pasto, onde temos que obter novilhos que aumentem rapidamente de peso. Muitos produtores atualmente utilizam o Shorthorn como raça de eleição para a "tríplice cruza" sobre ventres "mascaradas" (Baldies), oriundos do cruzamento de Angus X Hereford. O vigor híbrido desta forma aumenta exaltando ainda mais a potencialidade de crescimento e engorda dos novilhos.

– Qualidade de Carne: Os dados de meia carcaça de reses Shorthorn do Meat Animal Research Center (Clay Center), Nebraska, USA, revelaram que 83% delas eram de alta qualidade. Das onze (11) cruzas avaliadas foi a única que superou, junto com as "Baldyes" (67% eleitas) os 50% de carnes de qualidade superior. Isto, por sua vez, coincide com a informação da Universidade de Kansas onde 75% dos abates reuniam as mesmas características. A indústria sabe e o produtor também, que, se queremos os melhores preços teremos que produzir a melhor carne.

– Aptidão Materna: Pela sua docilidade, fertilidade e eficiência com moderado tamanho, produzirão excelentes terneiros. Quando você cruzar com Shorthorn e ver as mães meio sangue, de reposição, seguramente ficará impressionado. As cruzas Shorthorn não lhe exigirão mais que as mães puras, porem produzirão com todas as vantagens do vigor híbrido.

A escolha de uma raça para a produção de carne, segue alguns critérios, como determinar qual raça se adapta melhor aos objetivos que buscamos, cria ou invernada, para se obter uma maior rentabilidade.

Para a cria, uma raça deve ser fértil, para o produtor obter uma maior quantidade de terneiros por ano, um curto intervalo entre partos, que os terneiros sejam viáveis e as vacas tenham longevidade reprodutiva, são vários os casos em que vacas produzem e criam bem seus terneiros com idade avançada, acima dos 12 anos de idade. Tamanho que apresente pouco peso adulto, isto é, ser um tamanho mediano, para ter baixos requerimentos de mantença e ter uma alta eficiência por quilo de terneiro desmamado. Puberdade precoce, para eliminar da categoria de recria, as novilhas que são improdutivas. Adaptar ao meio ambiente na qual possa expressar todo seu potencial genético.


Para a invernada, algumas características devem ser levadas em conta; A raça deve ser muito eficiente na conversão alimentar, para se obter uma maior produtividade. O novilho terminado deve ter mercado para que possa ser vendido com o melhor preço. Dentre todas estas características necessárias para ser uma boa opção de escolha em um programa de cruzamento, a raça Shorthorn se enquadra em todas, pois é fértil, precoce, apresenta grande habilidade materna e capacidade leiteira comprovada, desmamando terneiros pesados.

O tamanho adulto mediano das fêmeas da raça reduz a sua necessidade de alimento para mantença, isto é, a vaca continua produzindo terneiros economicamente. Os touros apresentam alta libido, passam as suas características para a progênie, e os novilhos oriundos de cruzamentos, ou de raça pura, ganham peso eficientemente. Sua habilidade em desmamar em terneiro pesado em relação ao peso da mãe e em atingir uma condição de comercialização ótima a uma idade precoce são também aspectos positivos da raça que interessam aos pecuaristas.

A raça além destas características eminentes é dócil. A sua capacidade leiteira, bem como sal habilidade em ganhar peso, coloca a raça Shorthorn em uma posição estratégica para o pecuarista, servindo tanto como raça base para cruzamentos, como raça terminal.

Provas de carcaças na Austrália

O Centro de Pesquisa Cooperativo para Bovinos de Corte e Qualidade da Carne do Norte realizou um projeto de cruzamentos envolvendo 950 fêmeas da raça zebuína Brahman que foram cruzadas com touros de nove raças; Charolês, Limousin, Angus, Hereford, Shorthorn, Santa Gertrudis, Belmont Red, Charbray (entrou no 2° ano) e Brahman.

Os primeiros terneiros terminaram de nascer em dezembro de 1995, e o terceiro e últimos nascimentos ocorreram no final de 1997.

A progênie era mantida à pasto e quando eram terminadas em pastagens ou com grãos eram destinadas aos mercados consumidores coreanos, japoneses e australianos. Alguns resultados iniciais para carcaças dos animais nascidos em 1995, e que foram terminados com grãos para o mercado doméstico australiano são mostrados na tabela 4, apresentando carcaças com peso médio de 220 kg.

Tabela 1 - Peso ao nascer das raças envolvidas no Projeto de Cruzamentos do Norte.

Raças

Nascidos em 95

Nascidos em 96

Charolês

35.3

38.2

Limousin

32.7

35.3

Hereford

32.0

35.2

Shorthorn

32.4

34.7

Santa Gertrudis

29.6

34.7

Charbray

------

33.8

Angus

30.2

32.3

Belmont Red

31.4

31.5

Brahman

30.1

32.3

A raça Charolesa pesou claramente mais do que a raça Limousin, o qual não apresentou diferença significativa entre as raças Shorthorn e Hereford. A mudança na colocação entre os anos se deve provavelmente devido ao uso de diferentes touros em cada ano.

Tabela 2 - Pesos ao desmame das raças envolvidas no Projeto de Cruzamentos do Norte.

Raças

Nascidos em 1995

Nascidos em 1996

Charolês

214

217

Limousin

202

192

Hereford

196

191

Shorthorn

206

199

Santa Gertrudis

201

196

Charbray

-----

184

Angus

197

191

Belmont Red

192

188

Brahman

183

182

Tabela 3 - Peso aos 400 e 500 dias das raças envolvidas no Projeto de Cruzamentos do Norte, nascidos no ano de 1995.

Raças

400 dias

500 dias

Charolês

296

423

Limousin

285

396

Hereford

294

411

Shorthorn

283

392

Santa Gertrudis

265

383

Charbray

-----

-----

Angus

279

392

Belmont Red

274

381

Brahman

258

363


A raça Shorthorn, ficou atrás apenas das raças Charolês, Limousin e Hereford, sendo que duas destas são conhecidas por apresentar peso adulto elevado. O Shorthorn apresentou maior peso do que as raças Santa Gertrudis, Belmont Red e o Brahman puro. É necessário se notar que todas as raças, exceto o Brahman, tiveram o benefício do vigor híbrido, e que o vigor híbrido do cruzamento Bos taurus X Bos indicus é maior do que para as raças tropicais como o Santa Gertrudis e o Belmont Red, as quais tem sangue Shorthorn.

Tabela 4 - Porcentagem de rendimento de carcaça e área de olho lombo para terneiros nascidos em 1995, terminados com grãos.

Raças

% de Abate

Olho de Lombo

% de cortes

Charolês

55,3

63

67.8

Limousin

57.0

70

70,0

Hereford

55.8

62

67,8

Shorthorn

54,7

65

67,6

Santa Gertrudis

55,6

63

67,8

Charbray

--------

--------

--------

Angus

56,8

64

67,8

Belmont Red

54,7

64

67,6

Brahman

55,3

58

67,2


O Shorthorn, embora apresente menor rendimento de carcaça, mostrou ter um excelente rendimento de carne estando equiparadas as demais raças, e grande quantidade de carne na área de olho de lombo, região esta da carcaça que tem alto valor de mercado.

Em uma pesquisa feita nos Estados Unidos, a raça Shorthorn, apresentou os seguintes índices sobre desempenho.

Características

Pontuação

Eficiência em condições mínimas de manejo

2,25

Bom +

Temperamento

2,00

Bom +

Tolerância ao calor

2,75

Bom -

Tolerância ao frio

2,75

Bom -

Fertilidade

3,00

Médio

Facilidade de parto

2,25

Bom +

Tamanho do terneiro

Médio

Facilidade de ordenha

2,75

Bom -

Capacidade maternal

2,25

Bom +

Eficiência alimentar

3,33

Médio +

Crescimento após o desmame

3,75

Médio -

Tamanho em idade adulta

Médio

Longevidade

2,75

Bom -

Entremeamento de gordura

2,33

Bom +

Palatabilidade

2,00

Bom

Espessura de gordura (5 - Máximo, e 1 - Mínima.)

4,66

Ótimo +

Musculatura

3,50

Médio +

Ossatura

Média

Idade de puberdade

Média

Uso em cruzamentos

Maternal e Rotacional

Pontuação : 1 - Máximo, e 5 - Mínimo.


Os estudos realizados no maior centro de pesquisa de gado de corte do mundo Clay Center, Nebraska, USA. Mostram que a raça Shorthorn tem muitas qualidades que são valiosas para incrementar a produção pecuária. Abaixo descreveremos alguns dados.

Estudo avaliando raças em tipos biológicos para quatro critérios de avaliação.

Raças

Taxa de crescimento e tamanho adulto

Relação carne - gordura

Idade a puberdade

Produção leiteira

Jersey

X

X

X

XXXXX

Longhorn

X

XXX

XXX

XX

Hereford-Angus

XXX

XX

XXX

XX

Red Poll

XX

XX

XX

XXX

Devon

XX

XX

XXX

XX

Shorthorn

XXX

XX

XXX

XXX

Galloway

XX

XXX

XXX

XX

South Devon

XXX

XXX

XX

XXX

Tarentaise

XXX

XXX

XX

XXX

Pinzgauer

XXX

XXX

XX

XXX

Brangus

XXX

XX

XXXX

XX

Santa Gertrudis

XXX

XX

XXXX

XX

Sahiwal

XX

XXX

XXXXX

XXX

Brahman

XXXX

XXX

XXXXX

XXX

Nelore

XXXX

XXX

XXXXX

XXX

Braunvieh

XXXX

XXXX

XX

XXXX

Gelbvieh

XXXX

XXXX

XX

XXXX

Holandês

XXXX

XXXX

XX

XXXXX

Simental

XXXXX

XXXX

XXX

XXXX

Maine Anjou

XXXXX

XXXX

XXX

XXX

Salers

XXXXX

XXXX

XXX

XXX

Piemontes

XXX

XXXXXX

XX

XX

Limousin

XXX

XXXXX

XXXX

X

Charolês

XXXXX

XXXXX

XXXX

X

Chianina

XXXXX

XXXXX

XXXX

X


Quanto maior o número de X indicam valores relativamente mais altos.

Média para peso ao nascer e peso ao desmame dos diferentes grupos raciais.

Raças

Dias de Gestação

% de Distocia

% de sobrevivência ao desmame

Peso ao nascer (kg)

Peso aos 200 dias (kg)

Jersey

282,0

-1,8

94,0

30,0

185,0

Longhorn

286,8

2,1

91,4

30,0

184,1

Hereford

285,7

3,3

94,7

42,8

241,3

Angus

283,7

2,0

99,0

40,9

239,5

Red Poll

284,6

0,1

95,7

34,3

193,2

Devon

283,3

6,0

96,0

34,2

201,8

Shorthorn

284,0

2,4

91,9

37,7

208,6

Galloway

285,7

4,2

92,9

34,6

194,6

South Devon

286,0

10,0

90,3

36,1

197,3

Tarentaise

287,0

6,6

94,0

36,8

202,3

Pinzgauer

285,2

8,0

93,7

38,1

201,8

Brangus

284,7

6,2

94,7

35,1

199,1

Santa Gertrudis

285,2

6,8

93,7

37,3

200,9

Sahiwal

293,7

8,7

94,1

38,1

195,9

Brahman original

292,0

7,0

91,2

45,1

243,5

Brahman atual

293,1

11,6

88,6

47,5

247,2

Nelore

293,0

7,3

91,4

39,2

215,0

Boran

292,4

4,5

96,3

43,4

230,4

Tuli

291,0

2,9

96,3

39,0

224,9

Braunvieh

284,1

5,5

95,1

37,5

205,5

Gelbvieh

285,6

5,9

91,0

38,0

206,8

Holandês

281,0

7,4

93,8

35,4

204,1

Simental

286,4

10,8

88,8

38,5

207,7

Maine Anjou

284,8

20,6

88,9

40,0

206,8

Salers

284,8

4,8

91,7

36,7

210,5

Piemontês

289,6

5,3

98,7

42,0

230,8

Belgian Blue

284,7

7,2

95,8

42,0

238,6

Limousin

288,1

8,2

90,8

36,5

200,9

Charolês original

286,2

16,5

85,8

39,2

209,1

Charolês atual

285,8

13,2

89,5

39,2

217,2

Chianina

386,7

11,6

89,3

39,4

208,2

Média para crescimento e características de carcaça de novilhos de diversas raças.

Raças

Média diária de ganho de peso

Peso Final

% de rendimento de carcaça

Marmoreio
(sc.)

Jersey

1,06

457,2

59,8

618

Longhorn

0,99

435,4

60,6

526

Hereford

1,13

568,3

59,6

518

Angus

1,24

574,7

59,7

550

Red Poll

1,06

464,9

60,9

535

Devon

1,05

469,0

60,7

517

Shorthorn

1,23

524,3

61,0

566

Galloway

1,08

468,1

61,2

529

South Devon

1,19

494,8

61,4

554

Tarentaise

1,13

489,4

61,1

510

Pinzgauer

1,16

494,4

60,0

540

Brangus

1,13

484,0

60,9

531

Santa Gertrudis

1,19

503,0

61,7

538

Sahiwal

1,04

466,3

61,6

492

Brahman original

1,13

498,0

62,1

482

Brahman atual

--------

530,2

60,8

477

Nelore

1,10

496,2

63,3

505

Boran

--------

505,3

60,3

510

Tuli

--------

501,7

61,1

531

Braunvieh

1,18

503,0

60,6

518

Gelbvieh

1,20

512,1

60,8

507

Holandês

1,17

494,0

59,1

497

Simental

1,24

520,7

60,5

510

Maine Anjou

1,23

520,2

61,5

501

Salers

1,22

520,7

61,4

515

Piemontês

--------

526,6

61,6

472

Belgian Blue

--------

554,3

61,8

459

Limousin

1,13

489,8

61,7

477

Charolês original

1,26

526,1

61,1

528

Charolês atual

1,31

552,9

61,0

523

Chianina

1,19

509,8

61,6

448

Marmoreio; 400 a 499 - leve
500 a 599 - pequeno
600 a 699 - médio

Média dos grupos raciais para características de carcaça de novilhos.

Raças

Peso da carcaça (kg)

Espessura de gordura (in.)

Área do olho de lombo
(sq. (in.)

% de retalho

% de gordura

% de Osso

Jersey

273,5

.44

10,32

66,9

20,7

12,4

Longhorn

264,0

.37

10,74

69,4

18,0

12,6

Hereford

338,8

.43

11,20

63,3

21,9

14,8

Angus

343,3

.44

11,39

63,2

22,3

14,5

Red Poll

283,9

.52

10,67

67,4

20,1

12,5

Devon

288,9

.53

10,69

68,5

---------

---------

Shorthorn

320,6

.49

11,08

67,0

20,1

12,9

Galloway

287,1

.48

11,28

69,7

17,8

12,5

South Devon

304,8

.50

11.33

68,1

19,6

12,3

Tarentaise

299,3

.42

11,22

69,2

18,3

12,4

Pinzgauer

297,1

.43

11,28

69,3

17,7

13,0

Brangus

296,2

.54

10,35

66,8

---------

---------

Santa Gertrudis

309,8

.57

10,45

67,3

---------

---------

Sahiwal

287,5

.52

10,81

69,2

18,5

12,3

Brahman original

309,8

.53

11,10

69,2

18,3

12,5

Brahman atual

322,5

.39

11,01

64,4

20,9

14,6

Nelore

315,2

.49

11,33

69,2

18,4

12,4

Boran

304,3

.43

11,24

63,7

22,6

13,6

Tuli

306,1

.42

11,14

64,0

22,1

14,0

Braunvieh

305,2

.41

11,65

69,5

17,2

13,4

Gelbvieh

311,1

.39

12,00

70,2

16,8

13,0

Holandês

299,8

.40

10,75

71,8

---------

---------

Simental

315,2

.37

11,87

70,1

16,5

13,4

Maine Anjou

319,8

.38

12,28

70,1

16,4

13,5

Salers

320,7

.41

11,96

70,0

17,1

12,9

Piemontês

324,7

.21

12,84

73,4

14,3

12,3

Belgian Blue

342,4

.23

12,97

69,3

15,8

15,0

Limousin

302,5

.39

12,28

71,5

15,9

12,6

Charolês original

322,0

.37

12,39

71,1

16,0

12,9

Charolês atual

338,8

.36

12,56

70,2

16,4

13,4

Chianina

313,9

.32

12,43

71,9

13,9

14,2

Médias dos grupos raciais para crescimento e características de puberdade em novilhas.

Raças

Idade a puberdade em dias

% da puberdade expressa

% da taxa de prenhez

Idade aos 365 dias (kg)

Idade aos 400 dias (kg)

Jersey

317

97,4

88,4

---------

294,8

Longhorn

370

82,0

90,9

---------

287,1

Hereford

349

97,3

91,2

363,8

---------

Angus

346

96,6

91,3

362,4

---------

Red Poll

353

90,2

83,6

---------

304,8

Devon

364

93,0

89,4

---------

322,5

Shorthorn

359

95,8

89,0

---------

348,8

Galloway

365

95,1

80,7

---------

312,1

South Devon

352

96,0

84,5

---------

329,3

Tarentaise

358

97,6

94,4

---------

323,4

Pinzgauer

343

94,5

93,9

---------

333,8

Brangus

385

92,2

85,5

---------

333,4

Santa Gertrudis

391

90,0

92,7

---------

335,2

Sahiwal

427

92,3

102,0

---------

298,0

Brahman original

406

72,0

66,9

325,7

332,5

Brahman atual

398

80,2

84,0

335,7

---------

Nelore

412

58,5

89,9

---------

329,8

Boran

384

90,9

93,9

314,8

---------

Tuli

368

93,5

86,5

310,7

---------

Braunvieh

346

90,0

91,6

---------

326,6

Gelbvieh

341

87,1

87,4

---------

328,8

Holandês

347

92,2

94,8

---------

340,2

Simental

360

94,4

86,4

---------

339,7

Maine Anjou

370

90,6

92,8

---------

341,5

Salers

365

101,0

89,0

---------

346,1

Piemontês

337

100,0

95,4

322,9

---------

Belgian Blue

339

99,8

90,1

345,2

---------

Limousin

391

88,0

83,7

---------

325,2

Charolês original

393

87,0

81,0

---------

337,5

Charolês atual

361

96,3

79,0

---------

354,2

Chianina

400

83,8

84,0

---------

332,9

 
Fontes:
- CUNDIFF, L.V.; KOCH, R.M.; GREGORY, K.E.; CROUSE, J.D.; DIKEMAN, M.E. 1993.
Characteristics of Diverse Breeds in Cycle IV of the Cattle Germplasm Evaluation Program. Beef Research Progress Report 4:57-60.
- GREGORY, K. E., CUNDIFF L. V., KOCH R. M.
Composite Breeds to Use Heterosis and Breed Differences to Improve Efficiency of Breed Production. Roman L. Hruska, U. S. Meat Animal Research Center, Clay Center. Agricultural research Service, USDA. 1997. 78 pp.
- Revista oficial da ALBS "Limousin Leader", edição de verão , 1997
Editada pela Australian Limousin Breeder’s Society

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