Raça Mãe ou Grande Melhorador ??

Estes dois slogans são usados por criadores de Shorthorn em todo o mundo, mas eles mostram somente um pouco da raça. O Shorthorn é chamado de a "Raça Mãe" por dois motivos básicos: o primeiro, por sua grande habilidade materna e, o segundo, por ter influenciado com seus genes, total, ou parcialmente, a mais de 60 raças em todo o planeta. O outro slogan "Grande Melhorador" ou "Great Improver" também se baseia no fato de ter originado a uma grande quantidade de raças.

BEEF SHORTHORN - Com a ajuda de experts e criadores mestres como Amos Cruickshank (1805-95) de Sittyton, em Aberdeenshire, a linhagem de carne dos Booths, definitivamente tornou-se o Beef Shorthorn e encontrou sua principal origem na Escócia. Muitos "Aberdeenians" emigraram para o Canadá neste período e levaram o Cruickshank ou Shorthorn Escocês com eles.

É uma típica raça britânica de corte e talvez por esta razão seus números na origem são hoje perigosamente baixos, menos que 450 vacas foram registradas em 1987, quando foi pela primeira vez classificada como "rare breed" ou raça rara, apesar de ter sido a principal raça da industria de carne escocesa no século XIX.

Sua capacidade de rápido crescimento e maturidade precoce é ainda apreciada, especialmente no exterior, e existem associações de raça em países como os Estados Unidos, a qual tem o Polled Shorthorn, Canada, Argentina, Uruguay, África do Sul, Rússia, Nova Zelândia, Brasil e Austrália.

Na África do Sul, a vaca Beef Shorthorn tem as mais altas taxas de eficiência dentre todas as raças do país. O Australian Beef Shorthorn tornou-se naturalmente adaptado as regiões tropicais do norte e sua população é alta.

DAIRY SHORTHORN - Os rebanhos de Bates/ Colling tornaram-se genuinamente o Dairy Shorthorn de duplo propósito, um tipo de corpo profundo com boa conformação para leite e carne marmoreada e magra.

Foi sempre criada com ênfase nas boas taxas de conversão alimentar, ou seja, para a produção de carne ou leite. Vacas na Grã Bretanha tem média de 5.000 kg de leite com 3,64% de gordura, mas muitos rebanhos tem médias maiores que 6.000 kg e mais de 4% de gordura.

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Dairy Shorthorn Dairy Shorthorn
Copyright: Jean Pierre Martins Machado

MILKING SHORTHORN - O Milking Shorthorn tem sido desenvolvido do Dairy Shorthorn nos USA, através de melhoramento do tipo Bates, recentemente com sangue Holandês Vermelho, 15 vacas Shorthorn inglesas foram vendidas nos USA em 1873 por um preço recorde de 3.679 libras cada uma, sendo o maior preço de 8.120 libras, e em 1981 um Milking Shorthorn foi vendido por 100.000 dólares.

NORTHERN DAIRY SHORTHORN - É oficialmente uma raça rara na Grã Bretanha, apesar de algumas vezes ser incluída sobre a tutela do Dairy Shorthorn, o qual esta registrada no Coates Herd Book do Reino Unido com um código em separado para identificar as linhas de sangue. São baseados nos bovinos de seis condados de Dales do norte da Inglaterra e é especificamente uma raça leiteira antes a uma de duplo propósito.

Anteriormente a 1933, os criadores de Shorthorn do norte da Inglaterra se preocupavam ao tipo bovino que melhor se adaptava àquela área, a qual estava criando animais por longo tempo e que estavam sendo ignorados por criadores de outras regiões, os quais procuravam diferentes tipos com maior produção. Além disto, muitos estavam cruzando seus rebanhos com outras raças. Os criadores de Northern Dairy Shorthorn estavam preocupados, pois a Shorthorn Society of UK estava tentando aumentar a quantidade de leite e a gordura para poder competir com outras raças, principalmente o Frísio.

Os criadores acreditavam que ao mudar seu tipo animal local para o tipo proposto pela associação de criadores inglesa tornaria a atividade impossível economicamente sob tais circunstâncias, além de causar problemas de manejo nas propriedades, visto que, a maioria dos criadores possuíam rebanhos ovinos. Como as propriedades se encontram em sua maioria em terras de elevada altitude e pobres em fertilidade, atingir as cotas propostas pela associação iria necessitar do uso de concentrados na ração dos animais, o que ocasionaria uma falta de competitividade econômica com os produtores de leite do sul da Inglaterra que possuíam terras de melhor qualidade.

Após vários anos de discussões, durante uma reunião de criadores efetuada em janeiro de 1944, em Penrith, foi decidido para a fundação da The Northern Dairy Shorthorn Breeders Association. Um Herd Book foi organizado e no primeiro ano 10.000 fêmeas e 1.000 machos foram selecionados para inscrição no livro de registro. Posteriormente, no ano de 1961, as regras de registro foram mudadas e além dos animais candidatos ao registro, os pais destes também deveriam ser necessariamente inspecionados. Para registro a mãe do animal deveria ter produzido um mínimo de 2.273 litros na primeira lactação, 2.728 litros na segunda lactação e 3.183 litros na terceira lactação de 315 dias. No ano de 1961 a média de produção para vacas era de 3.610 kg e para as novilhas era de 3.000 kg com 3,61% de gordura média.

Em 1950 o Herd Book foi fechado totalmente e apenas à progênie que tinha ancestrais inscritos nos primeiros sete volumes poderia ter inspeção para registro. O processo de seleção não tinha nenhum preconceito quanto à coloração de pelagem, mas a maioria dos NDS eram predominantemente rosilhos.

Após 1959 um grande declínio na quantidade de rebanhos da raça Shorthorn ocorreu, sendo o mesmo para a variedade NDS. Embora o Northern dairy Shorthorn fosse melhor produtor de sólidos totais que o Ayrshire e o Holandês-Frísio muitas foram às razões para isso ocorrer, dentre outras citamos a menor produção que possuíam os animais duplo propósito, a mudança no sistema de pagamento do leite sofrido no pós-guerra, escolha por raças que produziam maior quantidade de leite, atenção excessiva por parte dos criadores para características menores como forma corporal e detalhes de chifres, e a tendência que a raça Shorthorn estava tendo a perder tamanho (blocky-type).

A associação sofreu várias deficiências financeiras e teve que trabalhar mais próxima a Associação de Criadores de Shorthorn do UK, até que em 1965 a NDS Association foi incorporada pela Shorthorn Society of UK com algumas cláusulas protetoras, sendo a principal no que se refere a manutenção da individualidade da raça Northern Dairy Shorthorn.

WHITEBRED SHORTHORN - É uma linhagem branca selecionada do Dairy Shorthorn, criada principalmente na região noroeste da fronteira Inglaterra/ Escócia, e é usada amplamente como padreador em vacas Galloway pretas para produzir o popular Blue Grey do sul da Escócia.

O Whitebred Shorthorn é uma derivação que se adaptou muito bem ao clima e mercado local da fronteira do noroeste, um dos principais tipos locais que originou a raça foi o Cumberland White, derivado do Cumberland Shorthorn o qual foi tipo que desenvolveu a raça Shorthorn na Irlanda. A origem atual deste tipo é um tanto obscura, porém, se sabe que por volta de 1900 alguns criadores como David Hall de Larriston, Newcastleton, Roxborough e Andrew Park de Stelshaw, Bailey, Cumberland comercializavam animais Blue Grey no mercado de Roxburghshire.

Para preservar a identidade da variedade e de seus cruzamentos, Blue Greys, a Whitebred Shorthorn Association foi formada em uma reunião ocorrida em 16 de dezembro de 1961 no Greenhead Hotel, na cidade de Greenhead em Northumberland. A associação está ativa até hoje com livro de registro genealógico e organizando as vendas de ambos, Whitebred Shorthorn e Blue Grey em outubro.

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Whitebred Shorthorn Blue Grey

BLUE ALBION - O cruzamento do Whitebred Shorthorn com o Welsh Black é conhecido como Blue Albion, e de tempos em tempos tem sido classificado como uma raça separada. Sua área tradicional é ao norte de Derbyshire e no distrito de Peak. A pelagem leve e sedosa é de comprimento curto a médio e é azul, azul e branco, branco e azul, azul rosilho ou azul rosilho e branco; o azul é formado por uma mistura de pêlos negros e brancos.

O focinho é escuro, a pele é levemente pigmentada, a cabeça ampla de comprimento médio, os chifres brancos ou amarelados com as pontas negras, curvam-se para fora e para frente. O corpo é longo e profundo, é um tipo de duplo propósito com uma boa média leiteira, há provavelmente algum sangue Frísio, e tem carne marmoreada e de fina textura.

Houve um Herdbook de 1920 a 1957 quando fracassou sua criação como raça pura, mas tentativas estão hoje sendo feitas para refazer a associação de raça.

LINCOLN RED - A raça Lincoln Red teve sua origem no Condado de Lincolnshire, nordeste da Inglaterra. O gado original de Lincolshire, em seu estado primitivo e não melhorado, se caracterizava por ser de grande tamanho. No fim do século XVIII e princípios de XIX não se iniciaram atividades de melhora. Em 1799, estes animais foram descritos como sendo uma raça "não superada por nenhuma outra deste pais em caracteres de alto valor ou a sua facilidade de engorde em qualquer idade." Este antigo tipo local foi possivelmente introduzido pelos Vikings no século IX ou X.

No ano de 1810, Charles Colling, ao liquidar seu rebanho de bovinos Shorthorn, teve três de seus touros, todos de pelagem vermelha, levados para Lincolnshire, cada um destes foi seguido pela introdução de outros animais da raça Shorthorn. Estes animais cruzados com a raça local deram origem ao gado local Lincoln Red Shorthorn.

Os primeiros registros da raça eram em conjunto com o Herd Book da raça Shorthorn no ano de 1822, porém em 1896 o Lincoln Red tornou-se uma raça com seu próprio Herd Book.

Um programa de 25 anos para formar uma variedade mocha na raça foi iniciado em 1938, quando o criador Eric Pentecost (1896-1980) usou touros Aberdeen Angus negros e vermelhos em algumas de suas vacas Lincoln Red, seguido de seletivos cruzamentos de "backcrossing" por cinco gerações, até que o primeiro Polled Lincoln Red pode ser registrado.

Pentecost usou touros Red Angus preferencialmente, pois acreditava que o fator vermelho recessivo na pelagem da raça Angus tinha origem do uso de Durhams (Shorthorns) vermelhos usados dois séculos antes. O Polled Lincoln Red esta hoje absorvendo o tipo aspado.

Mais recentemente, 1977, a associação de raça introduziu um controlado esquema para o desenvolvimento de um tipo animal moderno que se enquadrava nos requisitos do mercado consumidor britânico. Foram usadas raças européias para manter o tamanho, melhorar a conformação de carcaça e a reduzir a gordura de cobertura aumentando a quantidade de carne magra na carcaça do Lincoln Red, usando animais das raças Charolesa, Maine Anjou, Chianina, Salers e Limousin. Alguns rebanhos foram mantidos com o tipo tradicional, sendo hoje, uma linhagem pura dentro da raça Lincoln Red mantida pelo "Rare Breeds Survival Trust" da Inglaterra.

BLENDED RED and WHITE SHORTHORN - Mais recentemente a "Shorthorn Society" no Reino Unido tem adotado o esquema para desenvolver o Dairy Shorthorn por cruzamentos cuidadosamente controlados com outras raças vermelhas e brancas como o Holandês Vermelho, Frísio Vermelho, Danish Red, Simental e Meuse Rhine Yssel.

ILLAWARRA SHORTHORN - Desenvolvido na Australia, baseado em importações britânicas no século XIX, os quais foram cruzadas com Ayrshire, Lincoln Red e Devon. Supostamente uma raça de duplo propósito foi desenvolvida por longo tempo como animal leiteiro. Possui associação própria desde 1930.

A variedade foi desenvolvida quase que acidentalmente pelos criadores de Shorthorn da região de Illawarra na Austrália quando procuravam por novas linhagens para melhorar seus rebanhos, porém sem terem muitas opções na região, usaram outras raças que estavam tendo ótimos resultados nas exposições locais para melhorar a qualidade de seus rebanhos. Pouco foi registrado sobre aquela época, mas se sabe que touros como Duke of Argyll, Major e Dunlop foram utilizados com sucesso, todos eram animais Ayrshire.

Os Durhams (Shorthorn) daquela época eram animais de frame elevado com tetas longas e de conformação ruim, a infusão destes sangues de Ayrshire corrigiu com grande sucesso o problema de úberes. Em 1910 a Illawarra Milking Shorthorn Association foi formada, na mesma época a Milking Shorthorn of Australia também foi formada, levando a raça Illawarra a declinar da palavra "Shorthorn". Eventualmente, o tipo Illawarra foi fixado com a pelagem predominante rosilha, após a pelagem predominante mudou para o vermelho e o tipo em forma leiteira de "cunha" dominou os ventres.

Uma das mais conhecidas vacas Illawarras foi Melba 15th of Darbalara que criou o recorde mundial de peso ao atingir mais de 1.000 kg de peso vivo, produzindo 880 kg de manteiga em uma lactação de 365 dias.Produções de mais de 8.000 kg de leite são comuns na raça Illawarra. São animais de frame elevado.

O Illawarra tem sido exportado para muitos países como Nova Zelândia, África do Sul, Canada, USA, India, Pakistão, Coréia, Tailândia, Filipinas e continente europeu. A Associação de criadores possuía mais de 350 membros em 1998, registrando mais de 16.500 animais.

WEEBOLLABOLLA SHORTHORN - Variedade desenvolvida pela família Munro. O rebanho iniciou em 1830 com importações sequentes da Inglaterra. Em 1848 a Weebollabolla Station foi comprada de John Lee de New South Wales por Hall Brothers, os quais vieram da Inglaterra em 1830 e eram descendentes de Thomas Hall, o criador da vaca "Tripes", ventre que originou a família "Princess", que foi a primeira família a ser registrada no Coate's Herdbook. As vacas originais de Weebollabolla foram compradas de John Lee de Bylong, New South Wales em 1848. O gado de Lee era importado da Inglaterra anteriormente a 1830 e durante os próximos 20 anos muitos touros foram importados da Inglaterra, entre eles citasse Napoleon, de criação da Rainha Victoria de Windsor.

Durante 1868 em um dos periódicos períodos de secas que aflige a Austrália, os Irmãos Hall moveram seu rebanho para Weebolla. Em 1873 A.G.F. Munro, que imigrou da Escócia em 1848 com seus pais, viu o gado dos Hall em Scone, nesta época era muito jovem e ficando impressionado com a qualidade, tamanho e escala da propriedade que falou a seu pai que um dia retornaria e compraria a fazenda toda. Em 1873 A.G.F. Munro foi até Sydney e comprou a fazenda dos Irmãos Hall em um leilão público com 500 vacas e um numeroso rebanho ovino, formando assim com o seu irmão W.R. Munro uma sociedade na fazenda até sua morte em 1929.

A.G.F. Munro gradualmente reduziu seu rebanho ovino trocando por bovinos Shorthorn. Em 1902 outra propriedade foi adquirida em Goodar, Goondiwindi. Durante este ano A.G.F. Munro comprou muitos touros por altos preços para seu rebanho. Em 1901 importou Bovril e após Grand Duke of Ruddington de Mr. Mills de Ruddingtion Hall, Nottingham, Inglaterra. King Jubilant foi importado em 1908 e em 1909 Lord Weston foi comprado em Victoria, sendo o Grande Campeão na Melbourne Royal neste ano.

Em 1909 a empresa tinha um rebanho com mais de 3.000 animais e após 1953 nenhum touro de fora do rebanho foi utilizado, pois Weebollabolla possuia um pool genético largo bastante para fechar o rebanho.

A.G.F. Munro era um homem prático e desenvolveu um animal que em sua concepção era o que melhor produziria nas condições australianas retornando o máximo de lucro para o criador. Ele gostava de animais com cabeça alta e pescoço bem conformado e posicionado corretamente nas paletas permitindo caminhar facilmente longas distâncias, grande largura de ísquios-ílios com bastante carne de cortes nobres e prevenindo problemas de parto nas fêmeas. Ele acreditava que a quantidade de músculo de um animal era aproximadamente a proporção do tamanho da estrutura óssea e que animais com grande ossamento produziriam mais carne proporcionalmente.

Este cuidado para produzir um rebanho padronizado em Weebollabolla foi continuado por R.F. Munro quando ele tomou o lugar de seu pai após sua morte. R.F. Munro adicionou ao rebanho uma pelagem fina e melhorou as cores de pelagens, acreditando que um bom animal Shorthorn nunca se distanciava mais que umas poucas gerações de um animal de pelagem branca.

Charles Munro terminou a sociedade antes da morte de seu pai em 1929 e por ocasião da divisão do rebanho ele selecionou algumas vacas mochas que estavam no rebanho Shorthorn em Goodar. Após se tornou um membro fundador da Polled Shorthorn Society com seu filho Alex, seu irmão Donald Munro e seu sobrinho Douglas Munro. Quando a Polled Shorthorn Society foi formada R.F. Munro selecionou as melhores vacas mochas de seu rebanho e fundou um plantel de Shorthorn mocho em Boonal, Boggabilla. Ele não se associou à associação quando esta foi formada, entretanto, manteve seu rebanho de Shorthon mocho separado do rebanho aspado até que técnicos da Poll Shorthorn Society inspecionaram o rebanho e aceitaram 100 fêmeas no novo Appendix System.

Weebollabolla Alderman
Copyright: Weebollabolla Stud - Austrália

Raças baseadas em cruzamentos com Shorthorn;

- American Breed - USA - 50% Brahman, 25% Charolês, 12,5% Bisão, 6,25% Shorthorn, 6,25% Hereford;
- Armorican - França - Shorthorn cruzada com raça local;
- Beefmaster - USA - 
50% Brahman, 25% Shorthorn, 25% Hereford;
- Beevbilde - Inglaterra - 65% Lincoln Red, 30% Beef Shorthorn, 5% Aberdeen Angus;
- Belgian Blue - Bélgica - Shorthorn e Holandês Preto sobre raça local vermelha ou vermelha e branca;
- Belgian White e Red - Bélgica - Shorthorn e Holandês Preto sobre raça local;
- Belmont Red - Austrália - 50% Africânder, 25% Shorthorn, 25% Hereford;
- Belmont Adaptaur - Austrália - 
50% Shorthorn, 50% Hereford;
- Blue Albion - Inglaterra - Whitebred Shorthorn sobre Welsh Black;
- Blue Grey - Escócia - 1o cruzamento Whitebred Shorthorn e Galloway;
- Bonsmara - África do Sul - 62,5% Africânder, 18,75% Shorthorn, 18,75% Hereford;
- Brahorn - USA - 1º cruzamento entre Brahman e Shorthorn;
- Chinese Steppe Red - Mongólia - Shorthorn cruzado com Mongolian;
- Danish Red Pied - Dinamarca - Shorthorn, Red Pied Alemão e Meuse-Rhine-Yssel;
- Droughtmaster - Austrália - Brahman e Shorthorn;
- Shorthorn Alemão - Alemanha - Shorthorn e Red Pied Alemão;
- Hash Cross - USA - Milking Shorthorn, Hereford, Red Angus e Highland;
- Japanese Shorthorn - Japão - Shorthorn cruzada com raça nativa japonesa;
- Kurgan - Rússia - Shorthorn e cruzamentos de raças locais siberianas;
- Lincoln Red - Inglaterra - Shorthorn cruzada com raça local;
- Lucerna - Colômbia - 40% Frisio, 30% Shorthorn, 30% Hárton Crioulo;
- Luing - Escócia - Beef Shorthorn e Highland;
- Maine Anjou - França - Shorthorn e Mancelle;
- Makaweli - Hawai - Shorthorn e Devon;
- Murray Grey - Austrália - Shorthorn e Aberdeen Angus;
- Quasah - Austrália - Beef Shorthorn Sahiwal;
- Santa Gertrudis - Texas - USA - 62,5% Shorthorn e 37,5% Brahman;
- Taylor - Índia - Cruzamento entre Shorthorn, raças das ilhas do Canal da Mancha e zebu;


Beefmaster
Copyright: Lasater Ranch - USA

Belmont Adaptaur
Copyright: CSIRO - Austrália

Belmont Red
Copyright: Belmont Red Cattle Society - Austrália

Droughtmaster
Copyright: Droughtmaster Cattle Society - Austrália

Danish Red Pied

Belgian Red Pied

Raças influenciadas por sangue Shorthorn;

- Australian Sahiwal - Austrália;
- Ayrshire - Escócia;
- Beefmaker - USA;
- Belgian Red - Bélgica;
- Belgian Red Pied - Bélgica;
- Bestuzhev - Rússia;
- British White - Inglaterra;
- Doran - Costa Rica;
- Blonde da Galicia - Espanha;
- Japanese Black - Japão;
- Mandalong Special - Austrália;
- Normando - França;
- Norwegian Red - Noruega;
- Pie Rouge des Plaines - França;
- Ranger - USA;
- Red Steppe - Rússia;
- Rouge de L´ouest - França;
- Sanhe - Mongólia;
- Swedish Red and White - Suécia;

Kurgan
Copyright: FAO - Itália
Santa Gertrudis
Mandalong Special
Copyright: Mandalong Cattle Breeders - Austrália

Estes são alguns motivos que tornam a raça SHORTHORN ideal para ser usada em rebanhos puros ou em cruzamentos. Atualmente, as raças compostas estão em alta, mas a maioria delas, compostos tropicais ou sub-tropicais, formadas ou em formação hoje, têm a genética Shorthorn incorporada. Muitas outras raças nativas por todo o mundo, tanto Bos taurus como Bos indicus, tem sido melhoradas com o sangue da raça Shorthorn.

Fonte:
PORTER, V. Cattle : A Handbook to the Breeds of the World. A & C Black, London, 1991. 400 pp.

Fotos:
Arquivo particular Cabanha Santa Isabel

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